
Mato Grosso alcançou, neste domingo (2), a marca de R$ 35 bilhões em tributos arrecadados. O valor foi registrado oito dias antes do observado no ano passado e indica uma expansão da arrecadação estadual em ritmo superior ao verificado nos últimos anos.
Os dados foram divulgados pelo Impostômetro da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Mato Grosso (Fecomércio-MT).
De acordo com análise do Instituto de Pesquisa da Federação (IPF-MT), o crescimento da arrecadação resulta de uma combinação de fatores, como o aumento da atividade econômica no estado, a inflação de produtos e serviços e o recolhimento de tributos incidentes sobre o consumo e a renda.
Apesar de Mato Grosso não figurar entre os estados com os maiores volumes de arrecadação, os R$ 35 bilhões representam aproximadamente 1,46% dos R$ 2,4 trilhões recolhidos em todo o território nacional até este domingo.
O presidente da Fecomércio-MT, Sebastião Gonçalves, destacou a participação do estado na arrecadação brasileira e defendeu a adoção de políticas públicas voltadas à liberdade econômica.“A evolução da arrecadação tributária reforça que o aquecimento da economia amplia as receitas governamentais, mas também evidencia a importância de políticas que preservem a competitividade das empresas e o poder de compra das famílias”, afirmou.
Entre os municípios mato-grossenses, Cuiabá aparece na primeira posição, com arrecadação superior a R$ 728,7 milhões.
Rondonópolis ocupa o segundo lugar, com R$ 196,6 milhões, seguida por Sinop, com R$ 147,2 milhões. Na sequência aparecem Várzea Grande, com R$ 103,9 milhões; Sorriso, com R$ 80,2 milhões; e Lucas do Rio Verde, com R$ 78,1 milhões.
Para Sebastião Gonçalves, os resultados demonstram a relevância econômica da capital e dos principais municípios do interior.“A liderança de Cuiabá na arrecadação, seguida por importantes polos econômicos do interior, reflete a força dos principais centros produtivos e comerciais de Mato Grosso, onde a atividade produtiva e o consumo ampliam a geração de receitas públicas”, disse.
Entre as principais fontes de arrecadação federal estão o Imposto de Renda e as contribuições destinadas à Previdência Social.
Na esfera estadual, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) representa a maior parcela dos recursos arrecadados. Já nos municípios, os principais tributos são o Imposto Sobre Serviços (ISS) e o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU).
O avanço registrado pelo Impostômetro evidencia o crescimento das receitas públicas em Mato Grosso, impulsionado pela atividade produtiva, pelo consumo e pela renda, mas também reforça o debate sobre os efeitos da carga tributária sobre empresas e famílias.
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