
O dia 8 de maio promete ser um divisor de águas para a medicina veterinária e a zootecnia em Mato Grosso. Após mais de duas décadas de eleições com candidaturas únicas, os profissionais do estado voltarão a vivenciar uma verdadeira disputa nas urnas. Mais do que a retomada dos horizontes democráticos, o pleito do Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV-MT) carrega um peso histórico: a chance real de eleger, pela primeira vez desde sua fundação em 1969, uma mulher para a presidência da autarquia.
A quebra desse longo “jejum” de concorrência é marcada pela disputa entre duas chapas, reacendendo debates urgentes sobre o futuro da profissão. Liderando a Chapa 1, Integra CRMV-MT , a médica veterinária Daniella Soares de Almeida Bueno desponta como o rosto dessa possível renovação estrutural e de gênero.
Com uma trajetória sólida, Daniella traz na bagagem a vivência de quem conhece os desafios da categoria na prática. Ela já esteve à frente da presidência do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (INDEA-MT), compôs a diretoria executiva da Associação dos Criadores de Mato Grosso (ACRIMAT) e sentiu de perto o pulso da própria autarquia ao atuar como vice-presidente do CRMV-MT.
Apoiada por um grupo diversificado de profissionais da Medicina Veterinária e da Zootecnia, a chapa aposta em uma plataforma que busca tirar o conselho da burocracia e aproximá-lo do dia a dia das pessoas. Entre as principais bandeiras estão a interiorização das ações do conselho, garantindo que os profissionais de fóruns da capital não se sintam esquecidos, a adoção de uma fiscalização mais orientativa e a construção de uma gestão pautada pela transparência.
Para Daniella, o simples fato de ter uma escolha nas urnas já é uma vitória para a turma: "Depois de mais de duas décadas sem disputa, esse processo eleitoral representa um fortalecimento da democracia dentro do conselho. É uma oportunidade de ampliar o diálogo, ouvir os profissionais e construir caminhos mais modernos e representativos para a nossa categoria", reflete a candidatura.
A decisão agora está nas mãos dos profissionais regularmente inscritos, que têm encontro marcado com as urnas no dia 8 de maio. Independentemente do resultado, o cenário já cumpre um papel fundamental: oxigenar as ideias, dar voz aos médicos veterinários e zootecnistas e provar que o CRMV-MT está pronto para escrever um novo, e possivelmente inédito, capítulo em sua história.
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