
Por trás da força do agronegócio mato-grossense, responsável por alimentar milhões de pessoas no Brasil e no mundo, existe um trabalho técnico essencial: a fiscalização agropecuária e florestal. É esse trabalho que garante a sanidade animal e vegetal, a segurança dos alimentos e a credibilidade da produção nos mercados nacionais e internacionais.
Representando esses profissionais, a Associação dos Fiscais Estaduais de Defesa Agropecuária e Florestal de Mato Grosso (SINFA-MT) completa 12 anos de atuação em 2026, consolidando-se como uma entidade representativa da categoria e parceira na construção de políticas que fortalecem a segurança sanitária e o agronegócio do estado.
A história da associação começou em 2014, quando fiscais estaduais decidiram criar uma entidade própria para defender as pautas específicas da carreira. A primeira presidente do SINFA-MT, Rísia Lopes Negreiros, explica que a iniciativa surgiu da necessidade de uma representação mais especializada, já que a estrutura existente na época reunia servidores de diferentes instituições e níveis de formação.
“A criação do SINFA-MT representou a busca por autonomia, fortalecimento institucional e defesa efetiva das pautas da categoria”, destaca.
A fundação da entidade exigiu mobilização de fiscais de diversas regiões do estado, muitos deles custeando a própria viagem para participar da assembleia de criação. Nos primeiros meses, a diretoria precisou cumprir etapas legais e administrativas para garantir o funcionamento da instituição, como registro em cartório, obtenção de CNPJ e formalização junto aos órgãos públicos.
Além de representar os profissionais, a associação atua para fortalecer o reconhecimento do trabalho dos fiscais estaduais, responsáveis por garantir que produtos de origem animal e vegetal atendam às exigências sanitárias necessárias para circulação e exportação.
A certificação sanitária emitida pelo estado é fundamental para que Mato Grosso mantenha acesso aos mercados nacionais e internacionais. O trabalho técnico desses profissionais assegura o cumprimento das normas sanitárias e ambientais, protegendo a saúde da população, o meio ambiente e a competitividade do agronegócio.
Entre 2017 e 2019, durante a gestão do presidente Antônio Marcos Rodrigues, a associação avançou no processo de fortalecimento institucional, com a estruturação de uma sede administrativa e a revisão de dispositivos legais relacionados à carreira dos fiscais estaduais.
Segundo Rodrigues, a atuação desses profissionais é indispensável para o funcionamento do agronegócio.
“Sem a atuação do fiscal estadual de defesa agropecuária e florestal, não há certificação para exportação de produtos do agronegócio. Esse trabalho está diretamente ligado à saúde humana, animal e vegetal e ao cumprimento das exigências legais para o comércio internacional”, afirma.
Na sequência desse processo, a associação passou a ser presidida por Aruaque Lotufo, que conduziu duas gestões consecutivas (2020/2022 e 2023/2025), período marcado pela ampliação da atuação institucional da entidade.
Entre os avanços está a consolidação da sede própria da associação, destinada a reuniões, atividades institucionais e momentos de integração entre os associados, fortalecendo o sentimento de pertencimento da categoria.
Durante o período também foram implantadas ações voltadas ao apoio aos profissionais, como a contratação de seguro de vida coletivo para os associados, iniciativa que ganhou ainda mais importância durante a pandemia de Covid-19.
Outra medida foi a aquisição de dois apartamentos em Cuiabá, utilizados para apoiar fiscais do interior que precisam se deslocar à capital, especialmente em situações relacionadas à saúde própria ou de familiares.
As gestões também buscaram fortalecer o posicionamento técnico da associação nos debates institucionais ligados à defesa agropecuária, valorizando o trabalho de engenheiros agrônomos, médicos veterinários e engenheiros florestais e defendendo pautas relacionadas às condições de trabalho da categoria.
Entre as conquistas recentes está a consolidação do direito à insalubridade para os fiscais estaduais, uma demanda histórica discutida há mais de duas décadas.
Nos últimos anos, desafios sanitários reforçaram ainda mais a importância da defesa agropecuária. Episódios como a ocorrência de focos de influenza aviária de alta patogenicidade evidenciaram o papel fundamental desempenhado pelos fiscais estaduais e pelo Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT) na proteção da saúde animal, ambiental e humana.
Na área vegetal, os engenheiros agrônomos também atuam no controle fitossanitário e na orientação sobre o uso adequado de insumos agrícolas, contribuindo para a proteção da saúde da população, do meio ambiente e para a sustentabilidade da produção.
Ao longo dos anos, também evoluiu a percepção da sociedade sobre o trabalho desses profissionais. Cada vez mais, a atuação dos fiscais tem priorizado a educação sanitária e o diálogo com o setor produtivo, fortalecendo uma relação baseada na orientação técnica e na prevenção de riscos sanitários.
Hoje, o SINFA-MT segue atuando na defesa dos profissionais e no fortalecimento da fiscalização agropecuária e florestal, atividades essenciais para garantir alimentos seguros, preservar o meio ambiente e manter a credibilidade de Mato Grosso como um dos maiores produtores de alimentos do mundo.
A trajetória da entidade será celebrada no próximo dia 16 de março, às 19h, com a solenidade de posse da nova diretoria do SINFA-MT para a gestão 2026/2029, que terá como presidente Valney Souza Corrêa. O evento será realizado no auditório Milton Figueiredo, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), em Cuiabá.
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