
Amanda Maria Souza de Oliveira, de 38 anos, se apresentava como uma menina de 12 anos e viveu durante cerca de 14 meses com uma família de Joinville; ela foi condenada por estelionato e falsa identidade.
Uma mulher de 38 anos que fingiu ser uma criança de 12 anos e permaneceu por mais de um ano vivendo com uma família de Joinville, no Norte de Santa Catarina, foi condenada pela Justiça pelos crimes de estelionato e falsa identidade.
Amanda Maria Souza de Oliveira recebeu pena de um ano, seis meses e dez dias de reclusão por estelionato, além de quatro meses e 18 dias de detenção por falsa identidade. O regime estabelecido é o semiaberto. A prisão preventiva foi mantida e, por isso, ela não poderá recorrer da sentença em liberdade.
Mulher dizia ser uma criança em situação de vulnerabilidade
Segundo informações do processo, Amanda se aproximou de uma família da região de Pirabeiraba, em Joinville. Inicialmente, ela teria relatado possuir experiência em panificação e buscava uma oportunidade de trabalho. Com a aproximação, passou a contar histórias sobre dificuldades pessoais e acabou sendo acolhida na residência.
Posteriormente, ela passou a se apresentar como uma criança em situação de vulnerabilidade. A família acreditou na história e passou a custear despesas como alimentação, moradia e medicamentos.
Durante o período em que esteve com a família, Amanda utilizava o nome “Gabriele” e afirmava ter problemas de saúde e histórico de abusos. Segundo informações divulgadas sobre o caso, ela chegou a justificar sua aparência mais velha dizendo que teria sido obrigada a consumir hormônios.
A mulher permaneceu aproximadamente 14 meses integrada à família, que acreditava estar acolhendo uma menor de idade.
A história começou a ser descoberta depois que uma integrante da família desconfiou da identidade de Amanda e buscou informações sobre ela.
As apurações apontaram ainda registros de situações semelhantes envolvendo a mulher em outros estados. A repercussão do caso de Joinville também levou ao surgimento de relatos de outras pessoas que afirmaram ter sido enganadas.
Amanda foi presa em junho de 2026. A Justiça já havia convertido a prisão em flagrante em preventiva após pedido do Ministério Público de Santa Catarina, que argumentou existir risco de reiteração criminosa e dificuldade na aplicação da lei penal diante da ausência de residência fixa.
No Paraná, Amanda também foi investigada após integrantes de um grupo religioso afirmarem ter sido enganados por ela.
Nesse episódio, segundo a Polícia Civil, ela teria se apresentado como uma adolescente de 13 anos com leucemia em estágio terminal durante encontros virtuais de um grupo de oração. Ao menos 12 pessoas teriam sido envolvidas no caso. Amanda negou as acusações durante o interrogatório dessa investigação.
A defesa de Amanda sustentou durante o processo que ela possui transtornos psiquiátricos e apresentou avaliações relacionadas à saúde mental da ré.
Após a condenação, a defesa informou que pretende recorrer da sentença. O processo relacionado ao caso de Joinville tramita sob segredo de Justiça.
Mín. 16° Máx. 33°