
A notícia divulgada pela imprensa reacendeu um alerta que o SINDPSS/MT vem fazendo há anos. Segundo a reportagem, um adolescente que possuía mandado de internação não foi encaminhado ao sistema socioeducativo por falta de vaga. Posteriormente, ele voltou a cometer um homicídio, fato confirmado pelo delegado responsável pela investigação.
Para o sindicato, o episódio demonstra que investir no sistema socioeducativo não significa apenas oferecer melhores condições aos servidores, mas também fortalecer a proteção da sociedade.
Recentemente, em entrevista à imprensa, o presidente do SINDPSS/MT, Paulo Issac, chamou atenção para a necessidade urgente da construção da nova unidade de Cáceres, obra que permanece paralisada, além do reforço no efetivo e da melhoria da estrutura das unidades em diversas regiões do estado.
"O sistema socioeducativo precisa de estrutura para cumprir sua função. Quando faltam vagas, unidades e servidores, quem perde é toda a sociedade. Essa é uma pauta que o sindicato defende há anos e que precisa ser tratada como prioridade", destaca Paulo Issac.
Além de Cáceres, o SINDPSS/MT ressalta que outras unidades do estado também enfrentam desafios relacionados ao déficit de servidores, estrutura física e condições de trabalho, fatores que impactam diretamente a execução das medidas socioeducativas.
O sindicato reforça que continuará atuando junto aos órgãos competentes na defesa da construção de novas unidades, da ampliação do efetivo, da valorização dos profissionais e do fortalecimento do sistema socioeducativo, entendendo que essas medidas são essenciais para garantir mais segurança, melhores condições de trabalho e maior eficiência no atendimento aos adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas.
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