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Cuiabá registra aumento de 57% na população idosa e cresce procura por fisioterapia pélvica

Especialidade ganha espaço no tratamento de incontinência urinária, dores pélvicas e outras disfunções que impactam a qualidade de vida

25/07/2026 às 18h27 Atualizada em 26/07/2026 às 17h03
Por: Redação Fonte: Da assessoria
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Cuiabá registra aumento de 57% na população idosa e cresce procura por fisioterapia pélvica


O envelhecimento da população tem impulsionado a procura por serviços voltados à qualidade de vida, entre eles a fisioterapia pélvica. De acordo com o último Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população brasileira com 65 anos ou mais cresceu 57,4% entre 2010 e 2022, refletindo uma mudança no perfil demográfico do país. Em Cuiabá, essa tendência também é percebida pela maior busca por tratamentos conservadores para disfunções do assoalho pélvico, especialmente entre a população idosa.

Embora ainda cercada por tabus, a fisioterapia pélvica tem se consolidado como importante aliada no tratamento de condições como incontinência urinária, dor pélvica crônica, prolapsos, recuperação pós-parto e reabilitação após cirurgias urológicas e ginecológicas.

Dados da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) apontam que cerca de 10 milhões de brasileiros convivem com algum grau de incontinência urinária, condição que se torna mais frequente com o avanço da idade e pode comprometer significativamente a qualidade de vida quando não tratada.

Para Karla Mercedes, fisioterapeuta pélvica e proprietária da Uropelv, clínica especializada em saúde pélvica, nutrição e pilates da capital, o aumento do acesso à informação e o encaminhamento de pacientes por diferentes especialidades médicas têm contribuído para que mais pessoas busquem avaliação e tratamento.

“Hoje as pessoas entendem que perder urina, sentir dor durante as relações sexuais ou conviver com desconfortos na região pélvica não é normal. Quanto mais cedo o paciente procura avaliação, maiores são as chances de recuperação e de evitar a progressão dessas disfunções.”

O tratamento é recomendado de forma individual, de acordo com as necessidades de cada paciente, a fim de evitar procedimentos mais invasivos, além de contribuir para a prevenção de novas disfunções.

Segundo Karla, um dos maiores desafios ainda é romper o tabu em torno da saúde pélvica.

“A informação tem feito a diferença. Quando o paciente entende que existe tratamento e busca ajuda precocemente, os resultados são muito melhores”, concluiu a fisioterapeuta.

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