
A Espanha conquistou neste domingo, 19 de julho, o segundo título de sua história na Copa do Mundo. Em uma final equilibrada e marcada pela forte disputa física, a seleção espanhola venceu a Argentina por 1 a 0, na prorrogação, no Estádio de Nova York/Nova Jersey, em East Rutherford.
O gol que decidiu o campeonato foi marcado por Ferran Torres aos 106 minutos. O atacante, que havia começado a partida no banco de reservas, aproveitou uma jogada construída pelo lado esquerdo e completou a assistência de Nico Williams para superar o goleiro argentino e provocar a explosão da torcida espanhola.
A Espanha controlou a maior parte da partida, manteve maior posse de bola e criou as principais oportunidades. A Argentina, atual campeã mundial, encontrou dificuldades para avançar diante da organização defensiva espanhola e terminou o tempo regulamentar sem conseguir transformar suas tentativas ofensivas em finalizações perigosas.
A situação argentina ficou ainda mais complicada nos minutos finais do segundo tempo, quando Enzo Fernández foi expulso. Mesmo com um jogador a menos, a equipe sul-americana conseguiu segurar o empate até o fim dos 90 minutos, levando a decisão para a prorrogação. A resistência, entretanto, terminou com o gol de Ferran Torres.
Após balançar as redes, a Espanha administrou a vantagem nos minutos restantes. A Argentina tentou pressionar em busca do empate, mas encontrou uma defesa segura e bem posicionada. O apito final confirmou o título espanhol e encerrou a tentativa argentina de conquistar o quarto troféu mundial.
A conquista representa a segunda estrela da Espanha, campeã anteriormente em 2010, na África do Sul. O resultado também consolida uma geração que já vinha ocupando posição de destaque no futebol internacional e que chegou ao Mundial como uma das principais candidatas ao título.
Ferran Torres dedicou o gol decisivo à população espanhola e afirmou que a conquista foi resultado do trabalho coletivo. O atacante classificou o lance como um momento destinado não apenas a ele, mas aos “47 milhões de espanhóis”.
Para a Argentina, a derrota encerra uma campanha que levou a equipe novamente à final, quatro anos depois da conquista de 2022. A decisão também ficou marcada pelo possível último jogo de Lionel Messi em uma Copa do Mundo. Aos 39 anos, o capitão argentino foi bem vigiado e teve pouca liberdade diante do sistema defensivo espanhol.
Com a vitória, a Espanha encerra a Copa do Mundo de 2026 como campeã e confirma sua posição entre as maiores forças do futebol mundial. Depois de 16 anos, a seleção volta ao topo do planeta, desta vez com uma campanha marcada pelo controle de jogo, pela consistência defensiva e pela força de seu elenco.
Mín. 22° Máx. 36°