
Por Alex Pucineli- empresário da área elétrica e pré-candidato ao Governo de MT
A educação é uma ferramenta mais eficaz para construir a prosperidade; é a espinha dorsal de qualquer projeto sério de desenvolvimento sustentável. Minha visão sobre o ensino não é apenas técnica, mas também pessoal. Ao estudar o comportamento humano e as Escrituras Sagradas, que apresentam orientações valiosas sobre a formação dos filhos, e com base na minha experiência de vida, percebo que o potencial de uma criança é gigante quando ela recebe a orientação, a direção e o estímulo adequado.
Aumentar a carga horária significa ampliar a oferta e a oportunidade de absorção de conhecimento. Significa desenvolver a capacidade de gerar respostas aos desafios que existem e aos que venham a existir. Significa, ainda, elevar o nível de capacidade intelectual da sociedade e criar uma nova rota de desenvolvimento individual e coletivo, capaz de conduzir uma nação à prosperidade.
O impacto que esta proposta traz na economia, na saúde e na segurança pública é imediato: quando as escolas oferecem refeições completas e nutritivas, aliadas a um programa robusto de atividades, as crianças, além de estarem sendo bem alimentadas, permanecem protegidas do aliciamento de crimes e facções, assim como de assédios e abusos ocasionais por pessoas mal-intencionadas. Com isso, os pais adquirem a tranquilidade necessária para trabalhar, produzir e empreender, sabendo que seus filhos estão seguros, bem cuidados e aprendendo.
Para que Mato Grosso e o Brasil avancem, precisamos olhar para os sistemas educacionais que figuram como referências internacionais nos relatórios do PISA, o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes da OCDE, e entender que o sucesso dessas nações não deriva de uma medida isolada, mas sim de uma arquitetura educacional construída com visão de longo prazo.
A implementação desse modelo integral deve ser estruturada e sustentada por quatro ações fundamentais. A primeira delas é a criação de uma secretaria especial de Ensino Integral, cujo foco será a preparação e a transição gradual das escolas do meio período para o modelo integral, além da promoção do intercâmbio entre elas para que haja um compartilhamento das melhores práticas educacionais e de gestão.
A segunda ação foca na infraestrutura escolar, unindo turmas matinais e vespertinas e construindo novas salas de aula e novas escolas onde for necessário. A terceira ação é a valorização e a formação contínua dos professores, buscando exemplos internacionais onde a carreira docente é construída a partir da formação acadêmica, sustentada pela evolução pedagógica individual e promovida pela capacidade comprovada de formação de alunos cidadãos mais preparados para a sociedade. Por fim, a quarta ação, e aqui trata-se do pilar mais importante deste projeto, é o chamado da responsabilidade coletiva, que consolida o compromisso entre governo, famílias, professores e alunos como uma meta de Estado, e não como uma atribuição isolada.
O Estado, portanto, tem a responsabilidade de exercer seu papel como direcionador da sociedade e motor do desenvolvimento educacional, gerando reflexos positivos na formação de capital intelectual, cívico e econômico. Isso movimenta a economia local, estadual, nacional e global, fortalece as famílias e aumenta a produtividade da força de trabalho. Tenho plena certeza de que já é tempo de deixarmos o discurso e prosseguirmos para a ação. A implementação dessa mudança trouxe resultados imediatos na profissionalização dos mato-grossenses, no aumento da renda pessoal e familiar e, ainda assim, será um grande golpe contra a criminalidade. O futuro é agora, e Mato Grosso tem todas as condições para realizar essa transformação.
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