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O “Milho na Era Bio” será tema da 6ª Edição do Encontro Técnico do Milho da Fundação Mato Grosso

Na abertura, a partir de 8h da manhã, o engenheiro agrônomo, produtor rural e sócio-diretor da Agroconsult, André Debastiani, fala sobre os cenários para o mercado de milho na safra 25/26.

10/11/2025 às 15h17 Atualizada em 13/11/2025 às 20h20
Por: Redação Fonte: Marcelo Fin
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Assessoria
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No dia 27 de novembro, será realizada a 6ª edição do Encontro Técnico do Milho, promovida pela Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de MT (Fundação MT). O evento, no hotel Gran Odara, em Cuiabá, vai trazer temas que impactam diretamente a rotina dos produtores rurais, com painéis, debates e espaço para esclarecimento de dúvidas. A programação será dividida em quatro painéis principais: Mercado e Relato de Safra 2025, Bioinsumos, Biotecnologias e Bioenergia.

Na abertura, a partir de 8h da manhã, o engenheiro agrônomo, produtor rural e sócio-diretor da Agroconsult, André Debastiani, fala sobre os cenários para o mercado de milho na safra 25/26.

No painel direcionado à área de biotecnologias, um dos focos será o combate à lagarta Spodoptera frugiperda. Especialistas vão discutir estratégias que podem ajudar o produtor a manter a eficiência produtiva e bons níveis de rentabilidade, mesmo diante da redução da eficácia de algumas ferramentas, como as tecnologias a partir de organismos vivos.

As biotecnologias têm sido grandes aliadas no controle da Spodoptera frugiperda há cerca de 20 anos, desde o lançamento da primeira geração. No entanto, nesse período, foram registrados diversos casos de resistência, resultado da alta capacidade de adaptação da praga e da falta de áreas de refúgio, fundamentais para garantir a sustentabilidade dessas tecnologias.

A especialista em entomologia da Fundação MT, Mariana Ortega, explica que a última tecnologia Bt com proteína VIP3A foi lançada em 2011. Desde então, não houve atualização, e a terceira geração já apresenta sinais de resistência em várias regiões. O desafio atual é integrar biotecnologias a outras ferramentas de manejo, como controles químico, biológico e comportamental. 

"O produtor precisa, primeiramente, ter acesso a materiais convencionais (não BT) competitivos em relação ao potencial produtivo, que é a primeira característica analisada para a escolha de um híbrido. No entanto, com monitoramento adequado e planejamento, é possível realizar um bom manejo sem comprometer a produtividade e a rentabilidade", diz a especialista.

Monitoramento e manejo
O monitoramento é o ponto de partida para um manejo eficiente. O uso de armadilhas de feromônio permite identificar a chegada da Spodoptera frugiperda e intensificar a observação de ovos e lagartas. Detectar a praga nos estágios iniciais é essencial para garantir a eficácia das estratégias de controle, químicas, biológicas ou comportamentais.

"Dentro do sistema produtivo no qual estamos inseridos hoje, soja, milho e algodão, considero essa espécie a mais desafiadora, devido ao alto potencial reprodutivo, à alta polifagia e ao alto poder de adaptação. O histórico que se tem de seleção de resistência deixa muito claro que é só uma questão de tempo para que isso ocorra novamente", afirma Mariana Ortega.

Fitotecnia e planejamento
A pesquisadora de Fitotecnia da Fundação MT, Daniela Dalla Costa, explica que conhecer as condições da lavoura e as características do híbrido permite ao produtor ajustar o manejo e reduzir riscos de perda de produtividade. O monitoramento e resultados regionais obtidos a partir de ensaios da Fundação MT são essenciais para decisões mais precisas e adaptadas à realidade local.

"É importante destacar que o milho, dentro do sistema de produção, é a cultura secundária, ou seja, os maiores investimentos sempre são feitos na cultura da soja, que antecede o milho. Portanto, garantir a eficiência dos manejos adotados no milho é primordial para que se mantenha não só a rentabilidade do milho, mas do sistema de produção como um todo", acrescentou a pesquisadora.

O tema será abordado em um dos painéis do evento, com foco nos principais aprendizados da última safra de milho. O objetivo é auxiliar os produtores no planejamento das próximas safras, contribuindo para o aumento da produtividade, da sustentabilidade e do crescimento da agricultura mato-grossense.

Programação 
A 6ª edição do Encontro Técnico do Milho da Fundação MT contará com quatro painéis temáticos ao longo do dia. O Painel 1 – Mercado e Relato de Safra 2025, com início às 8h, trará análises de especialistas sobre o cenário atual e perspectivas para o setor, além de relatos de produtores rurais e uma mesa-redonda.

Na sequência, o Painel 2 – Bioinsumos: Cenário Global, Tendências e Sustentabilidade apresentará palestras e experiências de produtores sobre o uso de bioinsumos, seguido de mesa-redonda e intervalo para café da manhã, com espaço para networking.

Após o almoço, o Painel 3 – Biotecnologias: Foco em Spodoptera frugiperda abordará aprendizados e desafios após duas décadas de uso das tecnologias Bt. O debate incluirá estratégias de manejo, sustentabilidade e escolha de híbridos, finalizando com uma mesa-redonda. 
Encerrando a programação, o Painel 4 – Bioenergia discutirá o mercado de etanol, DDG e oportunidades comerciais ligadas ao setor. 

INFORMAÇÕES E SERVIÇOS: O evento será no dia 27 de novembro, com credenciamento a partir das 7h da manhã e encerramento com um coquetel de confraternização, às 19h. 

As inscrições estão disponíveis no site www.fundacaomt.com.br, na aba “6º Encontro Técnico do Milho”. Dúvidas podem ser esclarecidas pelo WhatsApp (66) 99647-9027.

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