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O tabagismo causa entre 50 a 60 mortes por câncer de pulmão por ano em Cuiabá

A campanha de 2025 do INCA e da Organização Mundial de Saúde (OMS) foca nos cigarros eletrônicos e aditivos com sabores e aromas

04/08/2025 às 10h54
Por: Redação Fonte: Da assessoria
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Da assessoria
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Em Cuiabá, estima-se que o tabagismo cause entre 50 a 60 mortes por câncer de pulmão por ano, com base em dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) e projeções nacionais. Aproximadamente 80% dos casos da doença estão ligados ao uso de produtos derivados do tabaco, alerta a clínica Oncolog Cuiabá.

“O câncer de pulmão é uma das doenças que mais mata no mundo, e muitas vezes quando o diagnóstico é feito, as chances de cura já estão comprometidas. Quanto antes você parar de fumar, maiores são as chances de seu organismo se recuperar e evitar complicações sérias. Não existe “cedo demais” para cuidar da própria saúde, existe sim, tarde demais”, pontuou a cirurgiã geral e torácica da Oncolog, doutora Larissa Lara Galvão.

De acordo com o Ministério da Saúde, o objetivo principal agora para o combate ao câncer de pulmão é atuar de forma preventiva e integrada. A campanha de 2025 do INCA e da Organização Mundial de Saúde (OMS) foca em alertar sobre o uso de cigarros eletrônicos e aditivos com sabores e aromas, os populares vapes, considerados portas de entrada para a dependência de nicotina entre jovens.

“É fundamental que os jovens saibam que o cigarro eletrônico não é inofensivo, ele contém nicotina além de compostos tóxicos e potencialmente cancerígenos. A falsa ideia de que vaporizar é mais seguro que fumar leva à banalização de um hábito que pode causar dependência química e danos pulmonares sérios. Começar só por curiosidade pode se transformar em um vício difícil de reverter”, complementou a especialista.

Considerando outros tipos de câncer associados ao fumo, como os de boca, laringe, esôfago e bexiga, o número real de mortes por câncer relacionado ao tabaco na capital pode ser ainda maior. “As políticas de combate ao tabagismo precisam ser mais rigorosas e atualizadas para abranger novas formas de consumo, como o cigarro eletrônico. É essencial reforçar a fiscalização da venda para menores, aumentar impostos sobre produtos de tabaco e fortalecer campanhas educativas permanentes, principalmente em escolas e redes sociais”, concluiu a doutora Larissa.

O tabagismo provoca 55 mil mortes por câncer todos os anos no Brasil e gera um rombo de R$ 153 bilhões aos cofres públicos, segundo o levantamento, intitulado: A conta que a indústria do tabaco não conta.

O estudo expõe a relação desigual entre lucro privado e dano público: para cada R$ 1 de lucro da indústria do tabaco, o país gasta R$ 5 com os impactos causados pelo produto. Só em custos médicos diretos, o Brasil desembolsa R$ 67,2 bilhões, cerca de 7% de todo o orçamento em saúde. Outros R$ 86,3 bilhões são perdidos por causa da queda na produtividade, mortes prematuras, incapacidade laboral e cuidados informais com doentes.

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