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Governo de MT rompe contrato com Consórcio BRT após atrasos constantes

A decisão, no entanto, não passou sem críticas. Alguns políticos temem que o desenrolar da situação seja semelhante ao do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), que após um longo impasse, nunca foi concluído e acabou sendo substituído pelo projeto do BRT.

07/02/2025 às 07h30
Por: Redação Fonte: Da Redação
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 O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União), anunciou na última quarta-feira (5) o rompimento do contrato com o Consórcio BRT, responsável pela execução das obras do sistema de transporte coletivo por ônibus na capital, Cuiabá. Em entrevista à imprensa, durante a entrega da Escola Estadual Leovegildo de Melo, Mendes explicou que, após uma reflexão cuidadosa, tomou a medida devido aos sucessivos atrasos e descumprimentos de prazos contratuais por parte do consórcio.

“Eu sabia que enfrentaria um caminho longo e doloroso, mas não havia outra saída. Os atrasos constantes não podem continuar. Não agi por impulso, e quem me conhece sabe que tomo decisões com base em planejamento e certeza do que pode ser feito”, afirmou o governador, destacando que a decisão foi tomada com a certeza de que há uma estratégia bem definida para dar continuidade às obras.

Mendes ainda afirmou que o governo não tomaria a decisão sem uma solução em mente. “O governo tem sim uma estratégia. Não tomamos essa medida sem ter as cartas na manga. Se fizemos isso, é porque sabemos quais são os próximos passos. Prefiro concretizar as ações antes de anunciar”, declarou.

De acordo com o governador, o Consórcio BRT tem cinco dias úteis para apresentar seus argumentos sobre o rompimento. Embora um dos argumentos, relacionado aos atrasos causados pela judicialização da obra, movida pela Prefeitura de Cuiabá, seja considerado plausível, Mendes ressalta que essa fase já foi superada e que os prazos continuam a ser desrespeitados.

“Na próxima semana, o consórcio deve responder, e nós poderemos dar uma previsão de quando as obras serão retomadas. Isso vai acontecer no menor tempo possível”, garantiu o governador, destacando que a rescisão de contrato é um processo complexo e doloroso, razão pela qual o governo tentou ao máximo evitar esse cenário.

A decisão, no entanto, não passou sem críticas. Alguns políticos temem que o desenrolar da situação seja semelhante ao do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), que após um longo impasse, nunca foi concluído e acabou sendo substituído pelo projeto do BRT.

Porém, Mendes defende sua postura, dizendo que deu todas as oportunidades possíveis ao consórcio para corrigir os problemas, mas sem ver melhorias. “Tudo tem um limite, e chegamos ao nosso”, ressaltou.

Soluções e próximos passos

O governo de Mato Grosso já está estudando soluções para retomar as obras o mais rapidamente possível. Entre as alternativas está a contratação emergencial de uma ou mais grandes empresas para executar os trabalhos de forma ágil. Todo o processo será acompanhado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) e pelo Ministério Público Estadual (MPE).

A Secretaria de Infraestrutura (Sinfra) está realizando um estudo técnico e uma sondagem de mercado para definir a melhor estratégia. Perguntado sobre uma previsão para a retomada das obras, o governador foi cauteloso. “Ainda não há uma previsão, pois precisamos passar por algumas etapas antes de definir isso, mas posso garantir que será o menor tempo possível. Pode ser semanas ou poucos meses, mas em breve as obras estarão de volta ao ritmo necessário”, concluiu.

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