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Preocupações com as dívidas de Cuiabá e a saúde pública dominam reunião sobre gestão municipal

Muita dívida não empenhada porque ela entra em resto para pagar já no começo do ano que vem. Muitas empresas devem estar buscando uma negociação já no início do mandato e isso gera uma preocupação muito grande para nós. Não vai ter dinheiro para negociar”, declarou Brunini.

17/12/2024 às 10h51
Por: Redação Fonte: Da redação
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Assessoria
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A gestão financeira de Cuiabá enfrentou mais um capítulo de incertezas, com uma reunião convocada para discutir a saúde pública e as dívidas da administração municipal. Durante o encontro, o ex-secretário de Fazenda, Rogério Brunini, expressou sua preocupação com o cenário de endividamento deixado pela gestão do atual prefeito Emanuel Pinheiro (MDB). Segundo Brunini, o prefeito já declarou que não há recursos disponíveis para negociar as dívidas acumuladas, o que traz incertezas sobre o pagamento e a continuidade dos serviços prestados pelas empresas contratadas pela prefeitura.

Emanuel Pinheiro, conforme relatado por Brunini, não tem a intenção de deixar dinheiro em caixa e afirmou que muitas dívidas ainda não empenhadas, que deverão ser pagas no próximo ano, entrarão como "restos a pagar". “Muita dívida não empenhada porque ela entra em resto para pagar já no começo do ano que vem. Muitas empresas devem estar buscando uma negociação já no início do mandato e isso gera uma preocupação muito grande para nós. Não vai ter dinheiro para negociar”, declarou Brunini.

Além disso, a reunião também abordou a possibilidade de um novo processo de intervenção judicial na saúde municipal, um tema que já havia sido levantado anteriormente. No entanto, o encontro terminou sem definições claras sobre o assunto. Brunini destacou que, para além de uma possível intervenção, a principal questão a ser resolvida é a obtenção de recursos para negociar as dívidas e garantir o funcionamento dos serviços essenciais. "A decisão maior não é a intervenção, é saber a fonte de recursos para negociar essas dívidas e pagar. Precisamos dar suporte para que essas empresas possam prestar serviços. Agora, como vamos ter essa informação precisa? Só depois do dia primeiro", afirmou, referindo-se ao início do novo mandato.

O desembargador Orlando Perri, responsável por intermediar a audiência, ressaltou que o processo de intervenção judicial na administração de saúde de Cuiabá não será interrompido com a troca de gestão. Perri explicou que se trata de um processo estrutural e fundamental para garantir o funcionamento adequado dos serviços de saúde. "O processo de intervenção não se acaba com a gestão do prefeito Emanuel Pinheiro. Se trata de um processo estrutural e nós estamos falando da Saúde de Cuiabá. O processo continua. Nós temos um TAC a ser cumprido, e evidentemente esse TAC pode sofrer alterações. Isso vai ser definido com as mesas técnicas", afirmou o desembargador.

A situação preocupa os responsáveis pela administração municipal, pois o início do novo mandato se aproxima sem soluções definitivas para o pagamento das dívidas e sem uma clareza sobre a continuidade dos serviços essenciais, especialmente na área da saúde.

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