
Falar sobre inclusão é importante. Mas, para a psicóloga Carol Montoro, incluir de verdade significa abrir espaço para que as próprias pessoas com deficiência sejam protagonistas de suas histórias.
É a partir dessa proposta que o projeto Vozes que Falam – Incluir com Propósito chega a Lucas do Rio Verde. Criado em agosto de 2025, em Araxá (MG), o projeto nasceu com uma missão clara: ampliar a voz de pessoas com deficiência, sejam elas visíveis ou não, por meio da comunicação e da produção de conteúdo digital.
Agora, em uma nova etapa, Carol pretende levar o projeto para a comunidade luverdense em um formato mais robusto, estruturado e com novas propostas de interação. Para isso, busca empresas interessadas em associar suas marcas a uma iniciativa de impacto social e inclusão.
Quando quem vive a realidade passa a conduzir a conversa
A diferença do Vozes que Falam está justamente no protagonismo.
No projeto, pessoas com deficiência assumem o papel de entrevistadoras e conduzem conversas com profissionais e representantes da comunidade. Uma pessoa surda, por exemplo, pode entrevistar uma fonoaudióloga ou um otorrinolaringologista para falar sobre temas relacionados à surdez a partir de suas próprias experiências e questionamentos.
A proposta é inverter uma lógica tradicional: em vez de apenas falar sobre a pessoa com deficiência, permitir que ela fale por si mesma.
“É muito fácil falar sobre inclusão. A questão é: como ela acontece de verdade dentro da comunidade?”, explica Carol.
Foi essa experiência que deu origem à primeira edição do projeto, realizada em Araxá, onde foram produzidos 12 episódios voltados à inclusão e ao protagonismo das pessoas com deficiência.
O conteúdo também alcançou outros espaços, incluindo uma feira literária internacional e veículos de comunicação da região.
Um projeto conectado à Agenda 2030
Além do impacto comunitário, o Vozes que Falam foi estruturado em alinhamento com seis Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas: ODS 4, sobre educação de qualidade; ODS 5, igualdade de gênero; ODS 8, trabalho decente; ODS 10, redução das desigualdades; ODS 16, paz, justiça e instituições eficazes; e ODS 17, parcerias e meios de implementação.
Esse alinhamento amplia também as possibilidades de conexão com empresas que já possuem políticas de responsabilidade social, diversidade, inclusão e sustentabilidade ou que buscam fortalecer seus projetos nessas áreas.
Para Carol, a proposta é construir uma parceria que tenha significado para todos os envolvidos.
“O projeto busca impacto social real, mensurável, com conteúdo institucional legítimo e alinhado aos princípios e valores de empresas que desejam trabalhar a inclusão de forma efetiva”, destaca.
Uma oportunidade para empresas participarem da transformação
Para colocar a segunda edição em prática, o projeto está aberto à participação de empresas e instituições.
Os parceiros poderão apoiar a iniciativa ou participar como patrocinadores, modalidade que, segundo a idealizadora, está vinculada às possibilidades de incentivo fiscal previstas para o projeto. A aplicação e as condições desse benefício devem ser avaliadas conforme o enquadramento de cada empresa e a legislação aplicável.
Além da associação da marca ao projeto, a proposta é oferecer às empresas a oportunidade de participar de uma iniciativa que produzirá conteúdos com potencial de permanência e alcance para além do período de execução.
A lógica é simples: uma parceria que começa localmente pode ajudar uma voz a chegar muito mais longe.
Inclusão que mostra possibilidades
Nas redes sociais do Vozes que Falam, o público encontra histórias que ajudam a romper estereótipos. Pessoas com síndrome de down cantando, pintando, trabalhando; pessoas com transtorno do espectro autista inseridas no mercado de trabalho; pessoas com paralisia cerebral falando, trabalhando e participando ativamente da sociedade.
São histórias que mostram aquilo que Carol considera essencial para o projeto: antes de qualquer diagnóstico ou deficiência, existem pessoas, com desejos, talentos, profissões, sonhos e expectativas.
“São pessoas reais, inseridas em uma sociedade e em uma comunidade, que têm uma voz e precisam ser ouvidas”, resume.
E é justamente nessa construção que o projeto procura parceiros.
Empresas interessadas em conhecer a proposta, os formatos de participação e as possibilidades de associação de suas marcas ao Vozes que Falam podem entrar em contato diretamente com Carol Montoro ou acompanhar os canais oficiais do projeto.
Mais do que patrocinar uma produção de conteúdo, a proposta é fazer parte de uma iniciativa que pretende transformar a maneira como a inclusão é percebida, discutida e praticada.
Instagram: @vozes.que.falam
WhatsApp: (34) 99718‑0801
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