
O agronegócio de Mato Grosso ganhará um reforço estratégico em inovação tecnológica com a implantação do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento Aeroagrícola do Cerrado (CPDA-Cerrado). Localizado no campus do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) em Primavera do Leste, o espaço será dedicado à validação de soluções para a aviação agrícola e o uso de drones no campo. A iniciativa é fruto de uma parceria firmada entre o IFMT, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat) e a Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do IFMT (FUNADIF). O acordo de cooperação foi oficializado em 21 de agosto de 2026, com duração prevista até 20 de agosto de 2029.
Com uma área construída de 1.374,78 metros quadrados, a estrutura abrigará um laboratório multiusuário e focará na pesquisa de aplicação aérea, mitigação de deriva, calibração de equipamentos, instrumentação embarcada, sensores e segurança operacional. Na frente voltada às aeronaves remotamente pilotadas (drones), os estudos abrangerão pulverização de precisão, inteligência artificial, detecção de pragas, monitoramento de estresse vegetal e integração com o maquinário agrícola.
Gestão e suporte à ciência aplicada
A gestão financeira e administrativa do projeto ficará a cargo da FUNADIF, garantindo sustentação operacional para que os pesquisadores foquem na execução técnica. Segundo José Bispo, presidente da fundação, a parceria reflete a missão da instituição de transformar ciência em resultados práticos para a sociedade e impulsionar a eficiência do setor produtivo mato-grossense por meio da integração entre academia, órgãos de fomento e o mercado.
Apoio a um setor estratégico
A escolha de Primavera do Leste justifica-se pela relevância da região como polo do agronegócio e ecossistema de serviços tecnológicos. Mato Grosso lidera a frota de aviação agrícola nacional, concentrando 749 das 2.722 aeronaves do país — segundo dados do Sindag para 2025.
O CPDA-Cerrado suprirá a escassez de infraestrutura pública voltada à padronização e testagem integrada de tecnologias aéreas, reduzindo custos de P&D para produtores e empresas. Funcionando em modelo de inovação aberta, o centro permitira o uso compartilhado de laboratórios e dados, promovendo o avanço da sustentabilidade, eficiência e segurança no campo.
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