
O candidato ao governo de Mato Grosso pelo partido Agir, Sargento Laudicério, emocionou-se durante o debate promovido pela TV Vila Real, do Grupo Gazeta de Comunicação, ao expor um drama familiar envolvendo o sistema de saúde do estado. Visivelmente abalado, o candidato interrompeu sua fala por cerca de 30 segundos, indo às lágrimas ao relatar que sua mãe, Maria Aparecida Machado de Aguiar, de 75 anos, ficou cega após uma longa espera por uma cirurgia oftalmológica na rede pública.
“Eu não estou falando isso apenas como candidato. Estou falando como filho. Minha mãe tem 75 anos e ficou esperando por uma cirurgia na rede pública. A espera foi tão longa que ela acabou ficando cega. É muito doloroso para um filho ver a própria mãe perder a visão enquanto espera por um atendimento que deveria ser garantido pelo poder público”, desabafou Laudicério.
O episódio colocou a saúde pública no centro da discussão eleitoral. O candidato utilizou a tragédia pessoal para tecer críticas contundentes à demora no atendimento e à situação de milhares de pacientes que aguardam por procedimentos e cirurgias na rede estadual.
“Quando uma pessoa está doente, ela não pode esperar indefinidamente. A saúde tem que funcionar para quem está na fila, para quem não tem condições de pagar uma cirurgia particular. O que aconteceu com a minha mãe não pode acontecer com outras famílias”, ressaltou.
Transformando a indignação pessoal em proposta prática, Laudicério aproveitou o momento para detalhar sua principal bandeira de campanha. Reafirmando a urgência de mudanças estruturais, o candidato apresentou sua solução para o gargalo da saúde pública no estado:
“O nosso programa de governo não trata essa dor apenas com promessa. Vamos implantar um plano estadual de redução das filas, com mutirões regionais prioritariamente na rede pública e conveniada, ampliação temporária da capacidade de atendimento, gestão transparente das filas e transporte sanitário regional. Nenhuma família deveria assistir a uma pessoa que ama perder a saúde enquanto espera por uma cirurgia”, declarou.
A participação do sargento no debate marcou um dos momentos de maior apelo emocional da campanha, ao transformar a dor de sua própria família em um argumento central para defender uma nova gestão para a saúde de Mato Grosso.
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