
Durante a rodada de sabatinas promovida pela TV Globo com os presidenciáveis, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva protagonizou um momento de visível tensão ao ser questionado pela apresentadora Renata Vasconcellos sobre o crescimento da dívida pública e a política fiscal do governo.
O incômodo do chefe do Executivo ficou evidente quando a jornalista o interrompeu para pedir esclarecimentos sobre a trajetória do endividamento brasileiro. Em tom incisivo, Lula rebateu a indagação questionando o repertório de dados da entrevistadora: "Você acha que o Brasil está com um problema de dívida pública porque nós chegamos a 80%, sabe por quê? Porque nós estamos há mais de dez anos sem crescer.
Você sabe quando é que o PIB voltou a crescer acima de 2%, Renata? Quando eu voltei à Presidência". Ao longo do embate, o presidente elevou o tom para defender o histórico de gestão de seus mandatos anteriores, argumentando que foi o único chefe de Estado do G20 a entregar superávit primário contínuo durante oito anos. Lula criticou o enquadramento do tema econômico feito pela bancada, argumentando que a narrativa de crise fiscal desconsidera os rombos orçamentários herdados de gestões anteriores e a estagnação econômica da última década.
A reação do petista repercutiu imediatamente nas redes sociais e no ambiente político. De um lado, apoiadores do governo destacaram a postura firme do presidente na defesa do crescimento do PIB e na contestação das teses do mercado financeiro. Por outro lado, críticos e opositores apontaram truculência na resposta, acusando o mandatário de tentar desqualificar a questionamento técnico da jornalista.
Apesar do desgaste na exibição ao vivo, Lula declarou posteriormente em agenda de campanha que considerava o embate natural dentro da dinâmica jornalística, afirmando que não espera perguntas brandas em sabatinas de grande audiência.
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