
A vereadora Maysa Leão (Republicanos) defendeu, nesta quinta-feira (23), durante sessão ordinária da Câmara de Cuiabá, a atuação das integrantes da Comissão Especial da Mulher e pediu respeito ao trabalho desenvolvido pelas parlamentares. Ao abordar o caso que apura a denúncia de assédio sexual contra um ex-chefe de gabinete da Prefeitura, Maysa fez questão de esclarecer que suas manifestações são direcionadas ao procurador-geral da Casa, e não aos procuradores concursados, destacando que as vereadoras seguiram as orientações jurídicas recebidas durante todo o processo.
Segundo a parlamentar, o procurador-geral assumiu o compromisso de acompanhar as oitivas e elaborar o relatório técnico que serviria de base para a deliberação da comissão. No entanto, ao receberem o documento, as vereadoras entenderam que o conteúdo não retratava a gravidade do depoimento prestado pela vítima. “Eu preciso defender minhas colegas de parlamento. Elas fizeram um trabalho sério dentro do que era possível fazer em uma comissão especial e confiaram na orientação da Procuradoria-Geral. Uma mulher grávida prestou um depoimento que emocionou todas nós e isso foi resumido, no relatório, a um parágrafo com a frase completamente inadequada de que ele ‘apenas tentou roubar-lhe alguns beijos’. Isso é ultrajante e não representa o que foi ouvido durante horas de oitiva”, afirmou.
Maysa também questionou o tratamento dado pela Procuradoria-Geral aos requerimentos relacionados às Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs). A vereadora destacou que o pedido de desarquivamento da CPI do Assédio Sexual e o requerimento para criação da CPI dos Livros da Educação foram protocolados na mesma data, mas receberam entendimentos diferentes. Para ela, é indispensável que os procedimentos adotados pela Câmara observem os mesmos critérios, garantindo segurança jurídica e igualdade de tratamento aos parlamentares.
Ao concluir sua manifestação, Maysa defendeu que a Câmara preserve a credibilidade da instituição, assegurando aos vereadores e vereadoras a realização de seus trabalhos, sem a exposição indevida dos mesmos no exercício de suas atuações. “Nós precisamos retomar na Câmara de Vereadores a proteção dos mandatos legitimados pelas urnas e da jornada dos parlamentares nesta Casa. O Parlamento precisa de segurança jurídica, de coerência e de respeito para cumprir o seu papel como representante da população”, finalizou.
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