
A brisa do oceano e a vista panorâmica de Búzios, no litoral fluminense, serviram de cenário para um dos enlaces mais autênticos e charmosos desta temporada. No dia 30 de março de 2026, a empresária digital Beatriz Torezan e o empresário Guilherme Verdun disseram "sim" a bordo de um cruzeiro de luxo. Longe dos tradicionais salões de festa, o casal orquestrou não apenas uma cerimônia, mas um verdadeiro festival de celebrações que durou cinco dias ao longo da costa brasileira.
Para Beatriz, o formato da celebração nunca foi uma dúvida, mas sim uma exigência do coração. Desde o início do relacionamento, que já soma mais de cinco anos, ela sabia exatamente como queria subir ao altar:
"Desde quando eu conheci o Guilherme, eu falei pra ele: 'O único jeito que a gente tem de fazer festa de casamento é no navio'. E foi um sonho conjunto, nossos amigos próximos foram os primeiros a entrar na onda, a se empolgar junto com a gente."
A logística de casar em alto-mar exige precisão. O planejamento começou um ano e meio antes do embarque, garantindo que o seleto grupo de 50 convidados pudesse se programar para a jornada que partiria de Santos, passando por Búzios, Ilha Grande e Rio de Janeiro. A ideia do casal era clara: o casamento deveria ser um presente também para os amigos e familiares.
"Pensamos num planejamento aí de um ano e meio antes da data do navio, para que todo mundo começasse a se programar. Seria, além de um casamento, uma experiência de cinco dias. Pensamos em amigos que têm filhos, para tirarem uma lua de mel, uma segunda lua de mel, comemorar aniversário... Foi uma vivência para todos os convidados."
A emoção tomou conta até dos preparativos. Beatriz conta que conseguiu realizar o desejo de levar a própria mãe e a sogra para a experiência inédita de um cruzeiro, onde "se divertiram horrores".
No dia da cerimônia, o navio ancorou em Búzios pontualmente às 16h. Apesar de a ansiedade ter feito a noiva precisar de remédios horas antes, o resultado beirou a perfeição. A cerimônia ocorreu em um espaço todo de vidro, com o mar como pano de fundo.
A noiva surgiu deslumbrante em um modelo tomara-que-caia feito sob medida pela Viva Noiva, em São Paulo, com um detalhe muito pessoal: o tecido trazia bordados de peônias, a mesma flor que Beatriz tem tatuada no corpo.
"Eu amo tomara-que-caia, mas não podia ser tão clássico; porque eu sou clássica, mas nem tanto, tinha algo que tinha que ser diferente. Quando eu olhei aquele vestido na vitrine... eles fizeram sob medida pra mim. Foi perfeito, foi incrível, foi lindo!"
A entrada teve a pompa que a ocasião pedia: o próprio capitão do navio buscou Beatriz no salão para conduzi-la ao altar. A cerimônia intimista, que levou quase todos às lágrimas, foi conduzida de forma espiritualista por um grande amigo do casal, o filósofo Joãozinho. A noiva resume a magia do momento:
"Assim, foi cena de novela. Superou minhas expectativas, o casamento. (...) E pra você ver como que é a tecnologia hoje, eu saí do navio com o álbum de fotos na mão!"


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