“Mato Grosso demonstra equilíbrio entre os diferentes setores da economia. Comércio, serviços e indústria seguem crescendo e contribuindo para a geração de emprego e renda. Isso fortalece o ambiente de negócios e cria perspectivas positivas para os próximos meses”, afirmou.
Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostram que Mato Grosso encerrou março com saldo negativo de 1.716 vagas formais, indicando que as demissões superaram as admissões no mês.
Apesar disso, o saldo acumulado do primeiro trimestre permaneceu positivo e expressivo, com a criação de 22.106 empregos formais no estado.
O setor de serviços liderou a geração de vagas, com saldo de 9.444 postos de trabalho, seguido pela agropecuária (4.051) e construção civil (3.857). No comércio, foram criadas 2.015 vagas formais no período.
O número total de empregos formais em Mato Grosso cresceu 2,3% entre março de 2026 e dezembro de 2025, percentual superior à média nacional, de 1,3%.
Exportações crescem mais de 27% em 2026
Outro destaque da economia mato-grossense foi o desempenho das exportações. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) mostram que o estado exportou US$ 11,7 bilhões entre janeiro e abril de 2026, crescimento de 27,4% em relação ao mesmo período do ano passado.
A soja permaneceu como principal produto exportado, representando 52,4% da pauta exportadora estadual. Na sequência aparecem carne bovina (13%) e algodão (10,9%).
A China segue como principal destino das exportações de Mato Grosso, concentrando 42,8% do total comercializado pelo estado no mercado internacional.
Crédito desacelera e inadimplência exige atenção
Apesar dos indicadores positivos, especialistas alertam para fatores que podem influenciar o desempenho econômico nos próximos meses. Dados do Banco Central apontam desaceleração no ritmo de crescimento das operações de crédito.
O saldo de crédito para pessoas físicas em Mato Grosso chegou a R$ 179,1 bilhões em março de 2026, com crescimento de 7,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. Já o crédito empresarial avançou 3,1%.
A inadimplência bancária também segue em alta. No segmento de pessoas físicas, o índice de atrasos superiores a 90 dias foi estimado em 6,2%.
Segundo David Pintor, o cenário exige cautela e planejamento.
“Apesar do momento positivo da economia, é importante acompanhar de perto os índices de inadimplência e o comportamento do crédito. O equilíbrio financeiro das famílias e das empresas será fundamental para mantermos esse ritmo de crescimento sustentável ao longo de 2026”, concluiu.