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Letramento racial é tema de tribuna na Câmara de Cuiabá

Durante a fala, Maysa compartilhou experiências de amigos e conhecidos que enfrentam diariamente o preconceito racial. “Uma mãe preta precisa dizer ao filho: ‘

02/07/2025 às 11h41
Por: Redação Fonte: Ana Cláudia Fortes
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Da assessoria
Da assessoria

 

Professora e capoeirista Ketlyn Inaia, conhecida como Dandara, ocupou a tribuna para defender a educação antirracista nas escolas

A vereadora Maysa Leão (Republicanos) levou à tribuna da Câmara Municipal de Cuiabá, nesta terça-feira (1º), a discussão sobre letramento racial e a importância da educação antirracista nas escolas públicas. A convite da parlamentar, a educadora, capoeirista, mestranda e pesquisadora da cultura afro-brasileira, Ketlyn Inaia Pereira de Almeida, conhecida como Dandara, fez um discurso contundente sobre os reflexos do racismo estrutural na sociedade brasileira.

“Hoje eu me coloco diante de vocês para falar sobre um tema essencial como pilar da nossa sociedade, que é a educação antirracista. Fingir que esse racismo não existe é um desserviço à realidade e uma barreira para o nosso progresso coletivo”, afirmou Ketlyn, que também é mestranda em Educação.

A educadora iniciou sua fala de forma simbólica, relembrando o início da sua trajetória por meio da capoeira e do berimbau. Ao longo do discurso, destacou como a ausência de representatividade e a naturalização do preconceito impactam negativamente as crianças negras no ambiente escolar. “Quando uma criança negra vê sua história sendo contada com respeito e representatividade, ela cresce com mais autoestima. Isso vale também para as crianças não negras, que passam a enxergar a diversidade como parte natural da sociedade”, completou.

A vereadora Maysa Leão reforçou que o combate ao racismo é uma pauta permanente de seu mandato. “Desde o início, meu gabinete tem buscado letramento racial por meio de estudos, como o manual antirracista de Djamila Ribeiro. Como mulher branca, sei que jamais saberei o que é carregar a dor de ser uma pessoa preta no Brasil, mas tenho a obrigação moral de ouvir, estudar e transformar isso em ação”, declarou a parlamentar.

Durante a fala, Maysa compartilhou experiências de amigos e conhecidos que enfrentam diariamente o preconceito racial. “Uma mãe preta precisa dizer ao filho: ‘Saia com o RG, não tenha comportamentos suspeitos’. Mas o que seria um comportamento suspeito? Ser um menino preto no shopping? Por que o pai da minha amiga, que é preto,  é seguido no supermercado sempre que se aproxima da gôndola em pleno 2025?”, questionou.

Ao final da sessão, a vereadora reforçou o compromisso com o combate ao racismo e o apoio à cultura afro-brasileira. “Conte comigo e com essa Casa, para que a cultura, a religiosidade de matriz africana e as pessoas pretas sejam respeitadas, estudadas e valorizadas. Vamos sair do discurso e caminhar para ações concretas”, concluiu.

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