Sexta, 04 de Setembro de 2026
27°C 39°C
Cuiabá, MT
Publicidade

RGA é justiça social e motor econômico: hora do governo reconhecer o valor do servidor

São profissionais que mantêm escolas, hospitais, penitenciárias e repartições funcionando, mesmo com salários corroídos pela inflação, enquanto o Estado bate recordes de arrecadação. A conta não fecha — e quem está pagando por essa desigualdade é a população inteira.

12/04/2025 às 07h05 Atualizada em 12/04/2025 às 13h11
Por: Redação Fonte: Da assessoria
Compartilhe:
RGA é justiça social e motor econômico: hora do governo reconhecer o valor do servidor
 

Eunice Teodora é presidente do Sindicato dos Profissionais de Nível Superior com Habilitação Específica do Sistema Penitenciário de Mato Grosso (SINPHESP/MT)


Não há mais espaço para desculpas. O pagamento da Revisão Geral Anual (RGA) aos servidores públicos de Mato Grosso não é apenas uma questão de justiça — é uma medida urgente para estancar o colapso financeiro de milhares de famílias e reaquecer a economia do estado.

Nos últimos sete anos, os servidores amargam perdas inflacionárias que ultrapassam 35%. São profissionais que mantêm escolas, hospitais, penitenciárias e repartições funcionando, mesmo com salários corroídos pela inflação, enquanto o Estado bate recordes de arrecadação. A conta não fecha — e quem está pagando por essa desigualdade é a população inteira.

Reuniões recentes, envolvendo deputados estaduais, tribunal de contas, federações do comércio e sindicatos, escancararam o que sempre esteve claro: quando o servidor perde poder de compra, o comércio também sente. Na Baixada Cuiabana, o consumo caiu mais de 25% — um número alarmante que evidencia como o empobrecimento do funcionalismo tem reflexo direto na economia local. O comércio não gira, o pequeno empreendedor sofre, a arrecadação cai. O Estado sangra junto com seus servidores.

Valorizar o funcionalismo público não é “gasto”. É investimento. Cada centavo a mais no salário desses profissionais volta rapidamente para os cofres públicos na forma de consumo, tributos e circulação de capital. A folha de pagamento do Estado alimenta padarias, mercados, farmácias, postos de gasolina, escolas particulares, salões de beleza, oficinas mecânicas. Quem ignora isso está deliberadamente escolhendo estagnar o crescimento econômico.

Além disso, há a cobrança injusta da previdência sobre aposentados e pensionistas, que agrava ainda mais a situação de quem já deu sua contribuição ao longo da vida. O Estado precisa olhar para esses cidadãos com responsabilidade e respeito. São pessoas que sustentaram o serviço público por décadas e agora veem sua renda ser dilapidada.

A RGA não é bônus. É reposição de perdas. É o mínimo. E o mínimo precisa ser feito agora.

Estudos técnicos já estão em andamento para demonstrar, com números, o tamanho da dívida do Estado com seu funcionalismo. Mas a verdade é que não precisamos esperar relatórios para saber o que os olhos veem todos os dias: servidores desmotivados, famílias endividadas, comércio retraído, economia emperrada.

O Estado de Mato Grosso precisa entender, de uma vez por todas, que não se constrói desenvolvimento com arrocho salarial. Se quiser continuar crescendo, precisa começar valorizando quem sustenta a estrutura pública com trabalho diário. O pagamento da RGA sonegado é o primeiro passo para virar essa página.

E essa cobrança deve ser feita por toda a sociedade — porque quando o servidor ganha, todo mundo ga

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Sem foto
Sobre o blog/coluna
Caderno de Opinião
Ver notícias
Cuiabá, MT
32°
Tempo nublado

Mín. 27° Máx. 39°

33° Sensação
2.57km/h Vento
46% Umidade
0% (0mm) Chance de chuva
06h48 Nascer do sol
18h39 Pôr do sol
Sáb 39° 27°
Dom 36° 25°
Seg 34° 19°
Ter 39° 24°
Qua 40° 27°
Atualizado às 16h01
Publicidade
Economia
Dólar
R$ 5,12 +0,42%
Euro
R$ 5,95 +0,29%
Peso Argentino
R$ 0,00 +3,23%
Bitcoin
R$ 433,247,26 -2,16%
Ibovespa
185,147,16 pts -0.02%
Publicidade