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Pesquisa identifica espécies resilientes para restauração ecológica na Amazônia

A integração entre cientistas e coletores de sementes foi um diferencial do projeto. Foram promovidas palestras e rodas de conversa para validar e compartilhar o conhecimento gerado. Como produto final, cartilhas foram desenvolvidas para facilitar o acesso às informações sobre as espécies mais indicadas para a restauração ecológica da região.

27/02/2025 às 11h04
Por: Redação Fonte: Widson Ovando
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Assessoria
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Estudos envolvendo pesquisadores de diversas instituições acadêmicas buscou integrar o conhecimento tradicional dos coletores de sementes da Amazônia com o conhecimento científico para promover a restauração ecológica da região, identificando as espécies vegetais mais adaptadas às mudanças climáticas previstas para as próximas décadas.

O projeto faz parte da iniciativa do Amazônia +10, que apoia projetos de pesquisa voltados à conservação da biodiversidade e adaptação às mudanças climáticas. Em Mato Grosso, o programa é fomentado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), com parcerias nacional e internacional.

O projeto se concentrou na Rede de Sementes do Portal da Amazônia (RSPA), investigando quais espécies utilizadas na restauração florestal são mais promissoras para o futuro. Para isso foram construídos modelos de distribuição de espécies permitindo verificar sua   adequabilidade ambiental em diferentes cenários climáticos, onde  foram analisados  a  caracterização  biométrica, atributos anatômicos, fisiológicos e ecológicos  das espécies para identificar aquelas com maior resiliência.

Os resultados dos estudos impactam diretamente na estratégia de restauração da floresta, fornecendo subsídios para a escolha eficiente de espécies e otimizando o processo de recomposição vegetal. Foram atualizados o mapeamento das matrizes de coleta, garantindo uma cadeia de produção de sementes mais eficiente e adaptada ao novo cenário climático.

 “A equipe de pesquisadores da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), desempenhou o papel central nas partes fundamentais da execução do projeto, colaborando na modelagem da distribuição das espécies e na disseminação dos resultados por meio da plataforma WebAmbiente. Paralelamente a equipe do Rio de Janeiro, da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF) realizou os estudos morfoanatômicos e fisiológicos das espécies, enquanto a equipe do Distrito Federal, da Universidade de Brasília (UnB) e Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), investigaram técnicas de restauração ecológica, com ênfase na semeadura direta”, destacou o coordenador, professor doutor Pedro Vasconcellos Eisenlohr, da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat)

A integração entre cientistas e coletores de sementes foi um diferencial do projeto. Foram promovidas palestras e rodas de conversa para validar e compartilhar o conhecimento gerado. Como produto final, cartilhas foram desenvolvidas para facilitar o acesso às informações sobre as espécies mais indicadas para a restauração ecológica da região.

“Esperamos que os resultados da pesquisa contribuam significativamente para a preservação da Amazônia, tornando-se uma referência na seleção de espécies resilientes e na formulação de políticas ambientais voltadas à restauração florestal”, enfatizou Eisenlohr.

 

 

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