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Endividamento cresce pelo terceiro mês e atinge 86,7% das famílias em Cuiabá

Apesar do aumento no endividamento, o índice de inadimplência – ou seja, de consumidores com contas em atraso – diminuiu tanto no comparativo mensal (-0,7%) quanto no anual (-3,3%). Atualmente, 37.553 pessoas iniciaram 2025 com dívidas em atraso, o que representa 18% da população.

08/02/2025 às 12h20
Por: Redação Fonte: Da redação
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O endividamento das famílias em Cuiabá registrou alta pelo terceiro mês consecutivo e atingiu 86,7% dos consumidores, segundo dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O percentual representa 180.207 famílias que iniciaram 2025 com as contas no vermelho. O índice registrado em janeiro representa um aumento de 0,3% em relação a dezembro de 2024 e ao mesmo período do ano passado.

De acordo com especialistas, a elevação do endividamento é reflexo de um cenário macroeconômico desafiador, com inflação persistente, juros elevados e a desvalorização do real diante do dólar, o que torna a gestão financeira das famílias mais complexa. O economista Felipe Tavares destaca que as dívidas estão comprometendo uma parcela maior da renda, e o acesso ao crédito se tornou mais restrito e caro. Esse fator tem levado muitos consumidores a recorrer ao rotativo do cartão de crédito, um dos principais vilões do endividamento – 83% dos endividados em Cuiabá têm dívidas vinculadas a essa modalidade.

Um estudo do Instituto de Pesquisas da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT) aponta que sete em cada dez pessoas na capital mato-grossense têm até metade do orçamento comprometido por dívidas acumuladas. Esse cenário tem reflexos negativos no comércio e na economia local. A última pesquisa sobre a intenção de consumo das famílias registrou uma retração de quase 4 pontos percentuais na comparação com o mesmo período de 2024. Consequentemente, a confiança dos empresários do setor também caiu 1,1 ponto percentual.

Para o economista Josué Coimbra, o atual dilema da política econômica brasileira é equilibrar o controle da inflação sem sufocar a atividade econômica. Segundo ele, se o Brasil tivesse um arcabouço fiscal mais sólido, a necessidade de juros elevados seria menor, pois os investidores não exigiriam um prêmio de risco tão alto para manter recursos no país. “A grande questão é se estamos combatendo a inflação de forma eficaz ou apenas prejudicando a economia sem resolver os problemas estruturais”, analisa Coimbra.

Apesar do aumento no endividamento, o índice de inadimplência – ou seja, de consumidores com contas em atraso – diminuiu tanto no comparativo mensal (-0,7%) quanto no anual (-3,3%). Atualmente, 37.553 pessoas iniciaram 2025 com dívidas em atraso, o que representa 18% da população.

O cenário indica que, apesar do alto endividamento, muitas famílias ainda conseguem pagar suas contas em dia, mesmo que com dificuldade. Ainda assim, o ano de 2025 se apresenta como um período de desafios para consumidores, empresários e investidores, diante de um cenário de crédito mais caro, incerteza econômica e necessidade de ajustes na gestão financeira.

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