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Aumento de Casos de Dengue e Chikungunya em Mato Grosso: Epidemia em Expansão

A doença mais temida, a dengue, continua a se espalhar por Mato Grosso, com três sorotipos do vírus circulando no estado: DENV 1, DENV 2 e DENV 4.

18/12/2024 às 15h00
Por: Redação Fonte: Da redação
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Os números de arboviroses em Mato Grosso registraram um aumento alarmante em 2024, com destaque para os casos prováveis de dengue e chikungunya, que cresceram, respectivamente, 51,7% e 6.241% em comparação com o ano anterior. De acordo com o último informe epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde (SES), o estado soma 42.399 casos prováveis de dengue, 21.116 de chikungunya e 455 de zika. Em 2023, os números eram bem inferiores: 27.939 de dengue, 333 de chikungunya e 499 de zika.

Em relação aos óbitos, a situação também é preocupante. Somente este ano, 39 mortes foram registradas em decorrência da dengue, com os municípios de Pontes e Lacerda (8), Cuiabá (5) e Tangará da Serra (3) figurando entre os mais afetados. Chikungunya também causou 12 óbitos, sendo a maioria em Tangará da Serra (7), seguida de Sorriso (2), e outros óbitos isolados em Cáceres, São José do Rio Claro e Várzea Grande. Felizmente, até o momento, não há registros de mortes por zika no estado.

Os números de dengue são elevados em diversas cidades mato-grossenses. Onze municípios registraram mais de mil casos, com Tangará da Serra liderando com 4.171 ocorrências, seguido de Cáceres (3.161), Primavera do Leste (3.060) e Cuiabá (2.527). A situação também é crítica em relação à chikungunya, com Tangará da Serra novamente no topo, com 5.727 casos, seguida de Cáceres (4.081) e Sorriso (2.997).

A doença mais temida, a dengue, continua a se espalhar por Mato Grosso, com três sorotipos do vírus circulando no estado: DENV 1, DENV 2 e DENV 4. A epidemiologista Ana Paula Muraro destaca a cronicidade da doença como um problema de saúde pública, ressaltando que o *Aedes aegypti*, mosquito transmissor, é altamente adaptável e se prolifera facilmente em água parada. Segundo ela, os altos índices de casos nos últimos anos têm gerado impactos significativos, com a necessidade de internação de diversos pacientes e alguns casos fatais.

A combinação de diferentes sorotipos de dengue também aumenta a preocupação, pois uma pessoa pode contrair a doença mais de uma vez, o que aumenta o risco de complicações graves. O cenário preocupa as autoridades de saúde, que seguem intensificando ações de combate à proliferação do mosquito e de conscientização da população sobre a importância de eliminar focos de água parada.

Até o momento, o número de casos de zika permanece baixo em comparação com as outras duas arboviroses, com Tangará da Serra, Nossa Senhora do Livramento, São José do Rio Claro e Guiratinga apresentando os maiores índices da doença.

Em meio a este cenário, a prevenção continua sendo o principal desafio. A população é constantemente orientada sobre a importância de eliminar criadouros do mosquito, com foco em evitar a água parada em recipientes, calhas e outros locais propícios à proliferação do Aedes aegypti.

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