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Log Lab amplia formação em tecnologia e capacita profissionais da Semfaz de São Luís

Para ele, cada capacitação deixa lições que se somam às próximas. ”Cada experiência tem sido agregadora. Temos coletado mais aprendizados e procurado aperfeiçoar algo que considero potencialmente entregável para várias outras frentes, outros projetos e outras localidades” avalia.

14/09/2026 às 14h53
Por: Redação Fonte: Da assessoria
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A escassez de mão de obra qualificada é um dos gargalos mais sentidos hoje pelo setor de tecnologia, e também um dos mais difíceis de resolver em tempo hábil, já que formar um bom analista de requisitos não é questão de meses. Diante desse cenário, a Log Lab optou por um caminho pouco convencional: em vez de disputar no mercado profissionais já prontos, passou a formar os próprios analistas internamente. Foi esse movimento que levou a empresa à Secretaria Municipal da Fazenda (Semfaz) de São Luís, no Maranhão, onde realizou uma capacitação em análise de requisitos.

A formação atendeu a uma solicitação do próprio órgão e reuniu cerca de 15 participantes, entre analistas de requisitos, profissionais de outras áreas da T.I. e gestores da administração municipal. A iniciativa integra uma frente de capacitações da Log Lab que teve início em Cuiabá, onde a empresa é sediada, e que agora se estende a outras localidades do país.

Por trás dessa frente está o DCT, o Departamento de Conhecimento e Transformação, área da Log Lab dedicada a estruturar e conduzir a capacitação técnica dos profissionais da empresa e de seus clientes. É essa estrutura que dá consistência metodológica às formações e permite replicá-las, com os devidos ajustes, em diferentes contextos e públicos.

Responsável pela capacitação em São Luís, o gestor Luiz Eduardo Nunes, de People Intelligence da Log Lab, explica que o treinamento foi desenhado para cobrir as competências que o mercado hoje exige de um analista de requisitos. “A gente fez toda uma trilha, uma trajetória, com as principais skills que o mercado atual espera de um profissional que lida com uma parte tão sensível, que é o requisito”, afirma.

O rigor técnico aparece na amplitude do conteúdo. Os participantes trabalharam pensamento crítico e resolução de problemas, identificação de problemas e abstração de soluções, técnicas de elicitação e modelagem de requisitos, além de BPMN, notação usada para mapear processos de negócio. A programação também incluiu identificação de bugs, estimativas para analistas de requisitos, critérios de aceitação e a categorização de requisitos (de negócio, de stakeholder, funcionais e não funcionais), com foco em como cada categoria influencia a qualidade da solução entregue no fim da cadeia.

Para Luiz Eduardo, esse cuidado responde a um dos desafios centrais da engenharia de software: compreender o problema antes de partir para a solução. “Dentro da engenharia de requisitos, trabalha-se muito essa parte de entender qual é a dor do cliente, qual é o problema que estamos resolvendo quando vamos construir um software”, destaca.

A inteligência artificial também entrou na grade, com atividades práticas voltadas ao uso de ferramentas de IA como apoio ao trabalho do analista, sempre com atenção ao uso responsável dessas tecnologias. O professor Cleiton Fernandes ressaltou:

“Foi uma experiência muito gratificante. Adaptamos o treinamento à realidade regional de São Luís e às necessidades do time e do cliente, com foco em conhecimentos técnicos, exercícios práticos e aplicação de inteligência artificial. Percebemos uma evolução significativa dos analistas ao longo da semana e acreditamos que foi uma troca muito proveitosa para todos.”

Dentro da Log Lab, a formação também cumpre outro papel: abrir espaço para que profissionais juniores se aprofundem tecnicamente e amadureçam dentro da própria carreira, num modelo de desenvolvimento que acontece de dentro para fora, formando pessoas para os desafios reais do dia a dia, não apenas para uma vaga específica.

A experiência em São Luís, segundo Luiz Eduardo, também alimenta o próprio processo de aperfeiçoamento da Log Lab. “A gente vem aperfeiçoando e delineando melhor tudo que estamos fazendo, tanto em termos de conteúdo quanto na forma de ministrar esse conteúdo, respeitando o contexto de cada local, órgão ou projeto”, afirma.

Para ele, cada capacitação deixa lições que se somam às próximas. ”Cada experiência tem sido agregadora. Temos coletado mais aprendizados e procurado aperfeiçoar algo que considero potencialmente entregável para várias outras frentes, outros projetos e outras localidades” avalia.

A proposta, resume Luiz, é levar conhecimento para além da capacitação individual, considerando os efeitos que o trabalho desses profissionais produz nos projetos, nos clientes e, em última instância, na sociedade. “Educação transforma vidas. A essência de tudo, no final das contas, é a educação”, conclui.

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