
Foi encerrado nesta sexta-feira (25) o curso “Classificação de Sondagens – MT”, realizado em Cuiabá nos dias 23, 24 e 25 de setembro. A capacitação integrou a programação do ciclo “A Geologia de Engenharia Aplicada em Obras de Infraestrutura”, iniciado na segunda-feira (22), com palestra na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).
Promovido pelo Sindicato dos Geólogos de Mato Grosso (Singemat) e pela Associação Brasileira de Geologia de Engenharia e Ambiental (ABGE), o ciclo é realizado com patrocínio do chamamento público do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso (Crea-MT). A programação mostrou como a investigação geológica pode contribuir para aumentar a segurança, reduzir imprevistos e dar maior eficiência ao planejamento de rodovias, barragens, fundações, túneis, sistemas de saneamento e outros empreendimentos.
Voltado ao aprofundamento técnico na área de investigação geológica, o curso abordou conhecimentos relacionados à descrição e classificação de solos e rochas a partir das sondagens, etapa fundamental para a elaboração de projetos de engenharia. A proposta foi aproximar o conhecimento acadêmico das situações encontradas na prática profissional, contribuindo para uma interpretação mais precisa das condições do subsolo.
A programação foi conduzida pelo geólogo Ivan José Delatim, formado pela UFMT, mestrando em História e Ciências da Terra pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e profissional com ampla experiência em Geologia de Engenharia. Ao longo da carreira, Delatim atuou em projetos de estradas, metrôs, empreendimentos hidrelétricos, parques eólicos e outras obras de infraestrutura, além de coordenar o Manual de Sondagem da Associação Brasileira de Geologia de Engenharia e Ambiental (ABGE). Texto colado
Segundo Delatim, a classificação das sondagens exige uma leitura técnica capaz de transformar as informações obtidas no campo em dados que possam efetivamente subsidiar os projetos.
“A descrição de solos e rochas é uma atividade que exige conhecimento e também muita prática. O geólogo precisa saber interpretar o que a sondagem revela e traduzir essas informações para a linguagem da engenharia. Quanto melhor for essa investigação e essa classificação, mais segurança o projetista terá para definir as soluções adequadas para cada obra”, destacou.
Durante o ciclo, o especialista também ressaltou que uma investigação mal executada ou insuficientemente descrita pode comprometer a qualidade das informações utilizadas no projeto. “É preciso fazer uma investigação correta, bem descrita, para que aquele material realmente possa ser utilizado no projeto”, afirmou durante a palestra que antecedeu o curso. Texto colado
Para o presidente do Singemat, o geólogo Sinvaldo Gomes de Morais, a realização do curso fortalece a qualificação profissional e amplia a integração entre profissionais, universidade e estudantes diante das demandas crescentes de infraestrutura no estado.
“Mato Grosso cresce e, junto com esse crescimento, aumenta a necessidade de obras seguras, planejadas e tecnicamente bem fundamentadas. Investir na capacitação dos profissionais é parte fundamental desse processo. Um curso como este permite aprofundar conhecimentos que fazem diferença desde a investigação do terreno até a tomada de decisão em um projeto, ajudando a prevenir problemas, otimizar recursos e tornar as obras mais eficientes e sustentáveis”, ressaltou Sinvaldo.
O curso encerrou a programação voltada à Geologia de Engenharia, reforçando a importância da investigação do subsolo e da integração entre geólogos e engenheiros para ampliar a segurança, a previsibilidade e a eficiência das obras de infraestrutura em Mato Grosso.
O evento contou ainda com o apoio do Confea, Mútua, Agemat, Geoclub, Febrageo, Fageo e Solotécnica Engenharia e Sondagens.


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