
O presidente estadual do Partido NOVO em Mato Grosso, Rafael Alvarez Paulino Iacovacci, avaliou as eleições de 2026 e as perspectivas da legenda no estado. Em entrevista à Rádio CBN Cuiabá, nesta segunda-feira (21), às jornalistas Marina Martins e Camila Piacenti, ele falou sobre a reta final da campanha, a expansão do partido e a relação com o PL.
Iacovacci classificou a campanha deste ano como mais “fria” nas ruas em comparação com eleições anteriores. Apesar do crescimento das redes sociais, afirmou perceber maior busca dos candidatos pelo contato direto com os eleitores.
Segundo ele, o NOVO trabalha desde 2023 para ampliar sua presença na capital e no interior, priorizando um crescimento “orgânico”. Os interessados em disputar eleições pela legenda passam por análise de certidões e avaliação de alinhamento com as diretrizes partidárias.
O dirigente destacou ainda que as chapas foram estruturadas para contemplar diferentes regiões de Mato Grosso, evitando a concentração de candidatos na Baixada Cuiabana.
NOVO projeta ampliar representação - Sobre o desempenho nas urnas, Iacovacci afirmou que a expectativa é conquistar até duas cadeiras na Assembleia Legislativa e uma vaga na Câmara dos Deputados.
“O NOVO está bem pé no chão. Nós temos condições de dois estaduais e um federal. Bem pé no chão”, declarou.
Segundo o presidente, a estratégia busca consolidar a presença do partido no estado também para os próximos anos. Ele definiu o NOVO como uma legenda de direita e liberal na economia, com critérios ideológicos para filiações e alianças.
Relação com o PL - Iacovacci também comentou os questionamentos sobre a aliança entre NOVO e PL em Mato Grosso. Segundo ele, os impasses das últimas semanas decorreram principalmente de problemas relacionados a materiais gráficos, logística, comunicação e recursos de campanha.
“Com relação aos compromissos, tanto a parte de logística, comunicação, recursos, eles vieram gradativos, mas não na velocidade que a gente estava esperando”, afirmou.
As dificuldades, segundo o dirigente, provocaram insatisfação entre candidatos, mas não significaram um rompimento político do NOVO com o PL. Uma reunião entre representantes das duas legendas permitiu retomar o diálogo e reafirmar os compromissos.
Questionado sobre um possível “racha” em razão dos nomes apoiados na disputa majoritária, Iacovacci negou divergências nesse sentido. Segundo ele, o problema estava relacionado ao cumprimento dos acordos para garantir condições às candidaturas proporcionais.
“Não era um racha ou uma questão de descontentamento dos candidatos, dos nomes. Era uma questão mesmo, na prática, dos acordos firmados para que todo mundo caminhasse de forma igualitária e tivesse chance na corrida”, explicou.
A entrevista ocorreu após reunião entre NOVO e PL, realizada em 17 de setembro. Em nota, a direção estadual do NOVO informou que alguns candidatos defenderam o rompimento da coligação, mas a direção não aprovou o fim da aliança. Após o encontro, os compromissos entre os partidos foram reafirmados.
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