
A faculdade de medicina ensina anatomia, fisiologia, diagnóstico. O que ela não ensina é como precificar uma consulta, montar um fluxo de caixa ou estruturar uma equipe. É uma lacuna que atravessa a profissão: médicos tecnicamente excelentes vivem agendas lotadas sem muitas vezes saber, no fim do mês, quanto a clínica realmente lucra.
O padrão se repete em consultórios de todo o país. Muitos médicos precificam a consulta olhando para o colega do lado, não para os próprios números. Sem processos definidos, viram reféns da própria operação: a agenda cheia não significa lucro, e a clínica para quando o médico para. Decisões importantes, como contratar, expandir, deixar planos de saúde ou escolher quais atender, acabam sendo tomadas no impulso, sem dado nenhum por trás. E o preço dessa lacuna não aparece só no caixa, aparece na qualidade de vida, na família, na saúde do próprio médico.
“Eu demorei para entender que minha clínica era uma empresa, não só um consultório. Enquanto eu enxerguei aquilo apenas como local de atendimento, eu trabalhava muito e via pouco resultado. Quando comecei a estudar gestão, precificação, processos, tudo mudou: não só o financeiro, mas o tempo que sobrou para minha família e para mim. Hoje eu defendo isso com convicção, porque vivi na pele a diferença entre ser só médica e ser médica e gestora”, afirma Dra. Fabiana Bersch.
Esse debate ganha força em Mato Grosso com a chegada do Medgest Road, encontro que reúne médicos do estado em Cuiabá no dia 26 de setembro. Entre os nomes à frente está a própria Dra. Fabiana, ginecologista referência em saúde hormonal integrativa, ao lado do mentor de médicos Rogério Magalhães e do médico e CEO Domingos Mantelli.
A proposta do encontro é prática, focada em precificação, processos e tomada de decisão, em formato intimista pensado para gerar conversa real entre os participantes, e não uma plateia passiva de congresso.
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