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Fiscais estaduais garantem a certificação sanitária 24 horas por dia, sete dias por semana

Para o presidente do Sinfa-MT, Valney Souza Corrêa, a atuação dos fiscais estaduais durante finais de semana e feriados demonstra o comprometimento da categoria com um dos principais patrimônios de Mato Grosso: a agropecuária.

03/07/2026 às 11h31
Por: Redação Fonte: Vania Costa
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Assessoria
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Enquanto boa parte da população aproveita os finais de semana e feriados para descansar, os fiscais estaduais de defesa agropecuária e florestal seguem em campo cumprindo uma missão essencial para a agropecuária mato-grossense. Em regime de plantão, esses profissionais garantem que eventos agropecuários, cavalgadas, competições e o trânsito de animais ocorram dentro das normas sanitárias, protegendo os rebanhos, promovendo o bem-estar animal, oferecendo segurança aos produtores rurais e preservando a economia do estado.

A atuação permanente dos fiscais estaduais de defesa agropecuária reforça uma realidade indispensável para a agropecuária mato-grossense: o agro não para. E a certificação sanitária também não. O serviço funciona 24 horas por dia, sete dias por semana, garantindo segurança para toda a cadeia produtiva. A Associação dos Fiscais Estaduais de Defesa Agropecuária e Florestal de Mato Grosso (Sinfa-MT), que representa parte desses profissionais, valoriza a dedicação de seus associados, que contribuem diariamente para fortalecer a defesa agropecuária e a sanidade animal no estado.

O último fim de semana foi mais uma demonstração desse compromisso. Nos dias 27 e 28 de junho, fiscais estaduais estiveram mobilizados em diferentes regiões do estado, realizando a fiscalização da 22ª Cavalgada Pantaneira "Os Melgacenses", em Barão de Melgaço, acompanhando eventos agropecuários em Jaciara, fiscalizando cavalgada em Dom Aquino e realizando o acompanhamento de médico-veterinário habilitado durante evento agropecuário em Novo Santo Antônio.

Mais do que acompanhar eventos, os fiscais desenvolvem um trabalho técnico que começa muito antes da chegada dos animais ao recinto. Entre as atribuições estão a análise documental, emissão e conferência da Guia de Trânsito Animal (GTA), verificação dos exames obrigatórios, fiscalização da atuação do médico-veterinário habilitado, vistoria dos recintos, avaliação das condições de bem-estar animal e orientação aos organizadores e produtores rurais.

O fiscal estadual Daniel Lima explica que todo o trabalho é planejado antecipadamente pelas unidades locais do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea-MT) para garantir que o atendimento ocorra mesmo aos sábados, domingos e feriados.

"O planejamento considera o porte do evento, a quantidade estimada de animais, a complexidade das atividades e a disponibilidade dos servidores. Dessa forma, conseguimos garantir o atendimento aos produtores e a execução adequada das ações de fiscalização, assegurando o cumprimento das normas sanitárias independentemente do dia da semana", afirma.

Segundo Daniel, durante as fiscalizações são conferidos documentos obrigatórios, como a Guia de Trânsito Animal (GTA) e exames negativos para Anemia Infecciosa Equina (AIE), além da identificação e das condições sanitárias dos animais.

"A certificação sanitária é indispensável porque permite rastrear a movimentação dos animais e reduz significativamente o risco de disseminação de doenças, garantindo segurança para produtores, organizadores e participantes", destaca.

Na Unidade Local de Execução (ULE) de Barão de Melgaço, onde a equipe conta com apenas uma fiscal estadual, a médica-veterinária Kátia Schmidt realizou o acompanhamento da tradicional 22ª Cavalgada Pantaneira "Os Melgacenses" com o apoio de um agente fiscal.

O trabalho envolveu desde a análise da documentação do evento, vistoria do recinto, fiscalização dos animais participantes e acompanhamento da atuação do médico-veterinário habilitado até ações de educação sanitária voltadas aos produtores e participantes.
Além do controle documental e sanitário, a fiscalização teve como foco assegurar o bem-estar dos animais durante toda a realização da cavalgada. A equipe verificou se o recinto oferecia estrutura adequada, disponibilidade de água, condições de embarque e desembarque, espaços para descanso e recuperação dos equídeos, além de acompanhar a condução dos animais durante a travessia por balsa, prevenindo situações que pudessem colocar em risco a integridade dos animais e dos participantes.

Durante a cavalgada, também foram observadas as condições de bem-estar animal, estrutura para embarque e desembarque, disponibilidade de água, espaços para recuperação dos equídeos e procedimentos adotados durante a travessia dos animais por balsa, garantindo a segurança tanto dos animais quanto dos cavaleiros.

Para Kátia, o papel do fiscal vai muito além da fiscalização propriamente dita.

"Nosso objetivo não é impedir que o evento aconteça. Muito pelo contrário. Trabalhamos para garantir que tradições como a Cavalgada 'Os Melgacenses' continuem acontecendo, mas com segurança sanitária, bem-estar animal e responsabilidade. A fiscalização protege os animais, os produtores e preserva o status sanitário do estado", ressalta.

Ela também destaca que cada ação representa uma oportunidade de conscientização.

"Toda oportunidade é uma oportunidade de fazer educação sanitária. Orientar os produtores sobre prevenção de doenças, exames obrigatórios e cuidados com os animais fortalece toda a defesa agropecuária."

Certificação sanitária 24x7 - Segundo Kátia, a certificação sanitária funciona de forma permanente porque a defesa agropecuária não pode parar.
Ela explica que os fiscais estaduais atuam diariamente na conferência de Guias de Trânsito Animal, fiscalização em postos fixos e volantes, controle do trânsito irregular de animais, combate à disseminação de doenças, saneamento de focos de enfermidades como Mormo e Anemia Infecciosa Equina (AIE), atendimento imediato a suspeitas sanitárias e fiscalização de eventos agropecuários.

Essa atuação permanente garante resultados que chegam diretamente ao produtor rural e à sociedade, como a proteção dos rebanhos, o combate ao transporte irregular de animais, a realização segura de eventos agropecuários, a prevenção da entrada de doenças e a manutenção da credibilidade sanitária de Mato Grosso nos mercados nacional e internacional.

"O trabalho 24 horas por dia, sete dias por semana é a base de toda a defesa agropecuária. O fiscal estadual é a sentinela que protege a produção desde a porteira, garantindo segurança para o produtor, para a economia e para toda a população", afirma.

Para o presidente do Sinfa-MT, Valney Souza Corrêa, a atuação dos fiscais estaduais durante finais de semana e feriados demonstra o comprometimento da categoria com um dos principais patrimônios de Mato Grosso: a agropecuária.

"Quando dizemos que o agro não para, estamos falando também dos fiscais estaduais, que permanecem de prontidão para garantir a certificação sanitária, a fiscalização dos eventos e a segurança do trânsito animal em qualquer dia da semana. É um trabalho muitas vezes silencioso, mas indispensável para proteger os rebanhos, preservar a credibilidade sanitária do estado e assegurar que Mato Grosso continue sendo referência na produção agropecuária. O Sinfa-MT tem orgulho de representar profissionais que dedicam conhecimento técnico, responsabilidade e compromisso ao serviço público, colocando a defesa agropecuária em primeiro lugar todos os dias."

Por trás de cada cavalgada, feira, leilão ou evento agropecuário realizado com segurança existe um trabalho técnico permanente. Um trabalho que começa antes da abertura dos portões, continua durante toda a realização do evento e segue até o retorno dos animais às propriedades.
É esse compromisso diário que faz da certificação sanitária um serviço ininterrupto e transforma os fiscais estaduais de defesa agropecuária em protagonistas silenciosos da proteção da produção animal de Mato Grosso.

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