
Durante sessão plenária realizada nesta quarta-feira (25), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), o deputado estadual Cláudio Senna fez um pronunciamento contundente ao cobrar maior fiscalização sobre as distribuidoras de combustíveis no estado.
Em discurso na tribuna, o parlamentar criticou o que classificou como aumentos abusivos nos preços praticados pelas distribuidoras, destacando que os postos de combustíveis têm sido injustamente responsabilizados pela alta ao consumidor final.
“Eu, que faço parte desse ramo, posso dizer com propriedade: não aguentamos mais sermos taxados como responsáveis pelo aumento abusivo nos preços”, afirmou.
Cláudio Senna também questionou a atuação dos órgãos de defesa do consumidor, especialmente o Procon, ao afirmar que não há fiscalização efetiva sobre as distribuidoras. “Eu nunca vi o Procon ir às distribuidoras fiscalizar”, disse.
O deputado apresentou dados recentes para reforçar sua crítica. Segundo ele, enquanto a Petrobras teria promovido um reajuste de aproximadamente R$ 0,40 no período, o aumento nas distribuidoras chegou a R$ 1,80 no preço do diesel. Já na gasolina, ainda de acordo com o parlamentar, não houve aumento por parte da Petrobras; mesmo assim, as distribuidoras repassaram um reajuste superior a R$ 0,60 nos últimos 30 dias, após o início da guerra no Irã. “Alguém está se aproveitando dessa situação”, declarou.
Ainda em sua fala, o parlamentar enfatizou que empresários do setor de postos de combustíveis enfrentam dificuldades diante da percepção negativa da população. “Nós, que atuamos no ramo de postos de combustíveis, não aguentamos mais”, completou.
Ao encerrar o discurso, Cláudio Senna afirmou que irá intensificar a cobrança por transparência e fiscalização, e que pretende expor os responsáveis pelos aumentos considerados abusivos. “Vocês irão ver quem são os verdadeiros culpados desse aumento abusivo”, concluiu.
A discussão sobre os preços dos combustíveis segue como um dos principais temas de debate no estado, impactando diretamente consumidores e o setor produtivo.
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