
A busca por fontes de energia sustentáveis e eficientes ganhou espaço de destaque no Show Safra Mato Grosso nesta terça-feira (25), reforçando o papel do evento em antecipar debates estratégicos para o futuro do agronegócio. Em um painel dedicado à biomassa, especialistas, representantes do setor produtivo e lideranças públicas discutiram caminhos para impulsionar a industrialização e garantir segurança energética no estado.
A professora Roberta Nogueira, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), destacou que abrir espaço para esse tipo de discussão posiciona o evento na vanguarda das transformações econômicas. “O Show Safra sai na vanguarda desse momento que o estado vive de industrialização. A energia hoje é a matéria-prima que pode elevar nosso nível de eficiência, mas também pode travar o crescimento se não houver planejamento”, afirmou.
Segundo ela, a biomassa surge como alternativa estratégica dentro desse cenário, especialmente diante da necessidade de desenvolver soluções adaptadas à realidade local. “Mato Grosso é praticamente um universo dentro de um país. Precisamos desenvolver aqui nossas próprias tecnologias, equipamentos e até a mão de obra. E isso só acontece com a união entre setor público, privado e produtivo”, completou.
Biomassa como oportunidade econômica e sustentável
Representando a Cooperflora Brasil, Mauro Almeida ressaltou que o mundo caminha para uma matriz energética mais limpa, e o Brasil tem papel fundamental nesse processo.
“O mundo precisa de energia renovável, e a biomassa é uma alternativa real e viável. Hoje já temos empresas produzindo etanol de carbono negativo, mas tudo isso depende de matéria-prima, e é aí que entra a biomassa”, explicou.
Ele também destacou o potencial de uso de áreas degradadas para produção, gerando renda ao produtor rural. “A gente consegue transformar áreas que antes não tinham produtividade em uma nova fonte de renda. E o nosso papel é justamente conectar o pequeno produtor ao mercado, dando escala e competitividade”, disse.
Ainda de acordo com ele, o interesse pelo tema vai além do contexto regional. “Existe um mercado nacional, e até global, buscando esse tipo de solução. A tendência é crescer muito nos próximos anos”, pontuou.
Planejamento e políticas para o futuro
O secretário de Desenvolvimento Econômico de Lucas do Rio Verde, Welligton Souto, reforçou que discutir biomassa é essencial para preparar o município e o estado para os desafios futuros.
“Esse é o papel do poder público: prever e se antecipar aos desafios da economia. A biomassa certamente será um dos motores para impulsionar as agroindústrias e fortalecer toda a cadeia econômica, gerando renda e desenvolvimento”, destacou.
Ele também enfatizou a importância de criar condições para que o setor avance. “Precisamos viabilizar leis, incentivos, crédito, tecnologia e pesquisa. É isso que vai permitir que esse mercado se consolide e traga resultados concretos”, afirmou.
Mín. 22° Máx. 31°