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Deputada Gisela Simona pede expulsão de vereador por ataques misóginos contra prefeitura de Aripuanã

Pelas suas redes sociais, a deputada e presidente-executiva do União Brasil Mulher classificou a série de ofensas contra a imagem e honra da prefeita como violência política de gênero e algo intolerável dentro da legenda.

22/02/2026 às 12h53 Atualizada em 24/02/2026 às 13h00
Por: Redação Fonte: Marisa Batalha
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Assessoria
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Após ininterruptos ataques do vereador de Aripuanã, professor Luciano Demazzi contra a prefeita do município, Seluir Peixer Reghin (ambos do União Brasil), muitos de ordem pessoal, a deputada federal Gisela Simona protocolou uma representação na Executiva Estadual do União Brasil pedindo a expulsão de Demazzi. 

Pelas suas redes sociais, a deputada e presidente-executiva do União Brasil Mulher classificou a série de ofensas contra a imagem e honra da prefeita como violência política de gênero e algo intolerável dentro da legenda.

"Não vamos admitir a violência política de gênero. Por isso, como mulher, deputada federal e presidente-executiva do União Brasil Mulher  apresentei o pedido de expulsão do vereador Luciano Demazzi, de Aripuanã, pelos graves ataques que fez através das redes sociais, contra a prefeita Seluir".

Tanto na Web, quanto em declarações públicas, o vereador realizou ofensas graves contra a prefeita, seja fazendo referências a um tratamento oncológico realizado por Seluir, ou questionando a paternidade dos filhos da  adversária, ao insinuar relacionamentos extraconjungais. E, pior, apontando suposto envolvimento da gestora de Aripuanã, com criminosos em uma clara tentativa de desqualificá-la e de atingir sua honra e imagem. O que levou a prefeita Seluir Reghin a procurar a polícia, inclusive, e registrar  queixa-crime e boletim de ocorrência, alegando calúnia, injúria e difamação. Mas meso depois destas medidas os ataques misóginos continuaram.

Para a deputada federal  Gisela Simona, estes ataques são  inaceitáveis e que seu partido - o União Brasil -, não tolera esse tipo de conduta. Assim, por conta da gravidade das ofensas, fez-se necessário a abertura de um processo ético-disciplinar, com aplicação da penalidade máxima,com o pedido de cancelamento da filiação partidária do vereador. 

"É inaceitável os ataques machistas, misóginos, que maculam a honra da prefeita, tentando diminuí-la na condição de mulher. Sei bem o que é isso, já sofri na pele diversas vezes e isso não pode ser naturalizado. Já é difícil ser mulher na política e pior ainda é ver esse tipo de ataque acontecer. Não irei admitir ou me calar!", ainda afirmou a deputada.

O pedido cita trechos do Estatuto do partido que preveem sanções para filiados envolvidos em desacato a autoridades
partidárias e violência política contra a mulher. O documento também destaca que a conduta pode, em tese, se enquadrar no artigo 326-B do Código Eleitoral, que trata de violência política de gênero, cuja pena pode chegar a quatro anos de reclusão, além de multa.

De acordo com a representação, as publicações começaram no dia 11 de fevereiro, nas redes sociais do parlamentar. Prints das postagens foram anexados à representação. 

Outro lado

Em janeiro, o vereador Luciano Demazzi chegou a afirmar que temia ser morto por ter feito críticas e denúncias sobre possíveis
falhas na gestão da prefeita Seluir. 

De acordo com ele, o sentimento de insegurança começou quando decidiu expor publicamente questionamentos sobre despesas consideradas excessivas da Prefeitura. Ao citar gasto do Executivo Municipal de mais de R$ 1 milhão para um serviço de fumacê sem que a execução do serviço fosse comprovada, ou correspondesse ao montante contratado.

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