
O Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) veio a público manifestar repúdio diante da agressão sofrida por uma médica durante atendimento na Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) da Morada do Ouro, em Cuiabá. A entidade classificou o ato como “covarde” e “inadmissível”, reforçando que nenhum profissional deveria enfrentar violência no exercício de suas funções.
O episódio soma-se a um cenário nacional alarmante: segundo o Conselho, 12 médicos são agredidos diariamente em seus locais de trabalho no Brasil. Em Cuiabá, o caso não é isolado. O CRM-MT afirma ter recebido inúmeras denúncias de violações às prerrogativas médicas, tanto na UPA Morada do Ouro quanto em outras unidades da rede municipal de saúde.
Diante da reincidência de episódios de violência, este é o segundo caso registrado apenas nesta semana na capital, o Conselho anunciou que realizará, na próxima semana, uma ação de fiscalização na UPA Morada do Ouro. Caso seja constatada falta de segurança para o exercício da medicina, o órgão poderá votar pela interdição ética da unidade.
A interdição ética é uma medida administrativa excepcional que suspende a atividade médica em determinado estabelecimento de saúde quando há risco para pacientes ou profissionais. Caso seja aplicada, médicos ficam proibidos de atuar na unidade até que as condições adequadas sejam restabelecidas.
O CRM-MT também cobrou que a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e demais entes públicos cumpram integralmente a Resolução nº 2.444/2025, do Conselho Federal de Medicina (CFM), em vigor desde setembro deste ano. A norma determina uma série de medidas obrigatórias para reforçar a segurança dos profissionais de saúde dentro das unidades.
Segundo o Conselho, a entidade continuará monitorando a situação, cobrando o cumprimento da resolução e adotando as medidas cabíveis quando verificar descumprimento das normas estabelecidas.
Mín. 23° Máx. 36°