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Sessão especial comemora os 50 anos do curso de Geologia da UFMT

A iniciativa foi do deputado Carlos Avallone (PSDB), que homenageou 117 personalidades por meio de comendas e moções de aplausos

14/11/2025 às 14h46
Por: Redação Fonte: Da assessoria
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Assessoria
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Os 50 anos de existência do curso de Geologia da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) foram comemorados durante sessão especial realizada na noite de quinta-feira (13) no Plenário das Deliberações Renê Barbour da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). A iniciativa foi do deputado Carlos Avallone (PSDB), que homenageou 117 personalidades por meio de comendas e moções de aplausos, em celebração às cinco décadas do curso.

“É um evento de grande relevância acadêmica, científica e social. Ao longo de cinco décadas, o curso tem sido um pilar fundamental na formação de geólogos altamente qualificados, contribuindo significativamente para o avanço do conhecimento geológico e para o desenvolvimento sustentável de Mato Grosso e também do Brasil. É uma oportunidade de reconhecer a contribuição significativa da geologia para o avanço do desenvolvimento sustentável do estado de Mato Grosso”, disse Avallone.

Desde sua criação, em 1975, a UFMT se tornou o principal formador de profissionais nas áreas de mineração, geotecnia, geologia de engenharia e recursos hídricos, não apenas em Mato Grosso, mas em diversas regiões do Brasil.

“Para mim, é uma satisfação poder estar homenageando os fundadores e a Faculdade de Geologia de Mato Grosso, que é fundamental. Então, a geologia é fundamental para a vida existir na Terra, com a faculdade vivendo momentos importantes e a Assembleia está reconhecendo esse trabalho”, revelou Avallone.

O engenheiro geólogo Serafim Carvalho Melo recebeu a comenda Filinto Müller pelas cinco décadas de serviços prestados ao setor mineral de Mato Grosso.

“Para mim, é uma grande honra receber esta comenda, pois representa o reconhecimento do trabalho que temos desenvolvido em prol da geologia, desde os estágios iniciais. Naquele período, antes mesmo da implementação do curso de geologia, eu atuava como representante da Associação dos Geólogos do Centro-Oeste, e a associação, à época, defendia a não criação de novos cursos, visto que já havia um contingente considerável de geólogos empregados”, falou Melo.

O agrimensor e geólogo Francisco Pinho nasceu em Fortaleza (CE) e mudou-se para Cuiabá há várias décadas, quando recentemente se aposentou. Trabalhou como professor titular da UFMT e, atualmente, atua como geólogo e advogado em consultorias, prospecção mineral, legislação mineral e agrominerais. Ele recebeu a comenda Filinto Müller.

“Fiquei bastante emocionado e essa homenagem dedico também ao curso de geologia, porque foi exatamente devido a esse curso, que eu tive toda a minha carreira profissional, que eu me considero um geólogo bem-sucedido, e acho que tudo está amarrado, então dedico esse prêmio para todos que trabalharam comigo, todos que trabalharam no curso, e é isso, muita emoção, realmente”, afirmou Pinho.

De acordo com o homenageado, a importância dos 50 anos da geologia está ligada diretamente à própria fundação do curso. “Este curso foi estabelecido na década de 70, em um período de grande escassez de geólogos, especialmente na região norte do país, impulsionada pelo crescimento da mineração e da indústria de petróleo. Havia uma dificuldade em atrair e manter geólogos na região. Diante disso, a universidade criou o curso com o objetivo de fixar esses profissionais,  a iniciativa foi bem-sucedida”, citou Pinho.

O paulista Fernando Ximenez Tavares Salomão recebeu moção de aplausos. Formado pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas da Universidade de São Paulo (USP), o geólogo lembrou de quando chegou a Cuiabá após ser aprovado num concurso da UFMT para compor o quadro de professores da universidade.

“Sinto-me extremamente honrado em receber esta homenagem. Cheguei à universidade já aposentado do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) de São Paulo, onde atuava como pesquisador. Fui aposentado como técnico-pesquisador, mas não era reconhecido como professor. Ao chegar aqui, fui concursado e aposentei-me novamente pelo IPT. Dois dias depois, realizei o concurso e fui efetivado como professor de geologia. Nesse momento, passei a ser tratado como professor, do qual tenho muito orgulho”, disse Ximenes.

Ele falou que, no início, sentiu certa dificuldade em ser reconhecido como professor, diante da responsabilidade inerente à função. “A universidade, especificamente a Faculdade de Geologia, me ensinou a me respeitar como professor. Isso se deu pela convivência com os colegas da UFMT, na Geologia, que se dedicavam à educação e à ciência. Passei a conviver com eles, a aprender, e hoje sinto-me honrado quando me chamam de professor”, comentou Ximenes.

 

 

 

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