
Nesta sexta-feira (19), às 9h, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) e a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) realizam o lançamento do livro "Parque Estadual do Xingu: biodiversidade, recursos naturais, importância ecológica e socioambiental", no auditório Arne Sucksdorff, em Cuiabá. A obra traz um estudo detalhado sobre a importância ecológica e histórica do Parque Estadual do Xingu, uma das mais importantes Unidades de Conservação de Mato Grosso.
O livro foi viabilizado por meio de um Termo de Cooperação Técnica entre a Sema-MT e a UFMT, com o objetivo de realizar pesquisas que contribuem para o aprimoramento do conhecimento sobre a biodiversidade local e para a atualização do Plano de Manejo da área. A publicação conta também com o apoio do Programa de Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa).
De acordo com a Secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, no prefácio da obra, “a Sema e a UFMT uniram esforços para realizar o levantamento e a catalogação das espécies da fauna e da flora do Parque Estadual do Xingu. Os conhecimentos compilados nesta obra servirão como fonte de informação para o meio acadêmico e a sociedade, além de subsidiar ações de educação ambiental, conservação de biodiversidade e políticas públicas voltadas à gestão do Parque.”
Flora
O levantamento realizado no Parque trouxe grandes novidades para a ciência. Entre elas, o registro de cinco novas espécies de orquídeas para Mato Grosso e o Centro-Oeste, das 49 espécies catalogadas no Parque. Além disso, dois novos registros de samambaias e licófitas foram feitos, somando 52 espécies encontradas na Unidade de Conservação.
As briófitas, grupo que inclui os musgos, tiveram grande destaque, com 64 espécies identificadas, sendo sete delas inéditas para a região Centro-Oeste. As lianas, plantas trepadeiras que desempenham papel fundamental na estrutura das florestas, também foram objeto da pesquisa, com 63 espécies registradas ao longo das trilhas e margens de rios no Parque.
Fauna
No que diz respeito à fauna, o estudo também trouxe descobertas importantes. Entre 2021 e 2022, armadilhas de garrafa PET colocadas nas trilhas do Parque capturaram 249 abelhas, contribuindo para o conhecimento sobre a diversidade desse grupo. Além disso, em seis expedições realizadas, mais de 2 mil besouros de 120 espécies foram coletados.
Entre as descobertas mais notáveis, estão as 55 novas espécies de formigas encontradas, muitas delas nunca antes registradas em Mato Grosso. A pesquisa também indicou uma grande diversidade de borboletas: 1517 indivíduos de 151 espécies foram observados entre 2021 e 2023.
Com o uso de armadilhas fotográficas e métodos de amostragem, 29 espécies de mamíferos de médio e grande porte foram registradas, incluindo 9 espécies ameaçadas de extinção. Além disso, 9 riachos foram analisados, revelando 46 espécies de peixes, e 363 espécies de aves, 17 das quais ameaçadas de extinção.
O morcego, um dos animais essenciais para o equilíbrio dos ecossistemas, também foi foco do estudo, com 10 espécies diferentes identificadas no Parque.
Parque Estadual do Xingu
O Parque Estadual do Xingu está localizado no município de Santa Cruz do Xingu, no nordeste de Mato Grosso, e foi criado em 2001, com limites alterados em 2003, abrangendo atualmente uma área total de 95.024,84 hectares. A Unidade de Conservação desempenha um papel fundamental na preservação da biodiversidade da região e na proteção dos recursos naturais da Amazônia.
Serviço
Lançamento do livro: Parque Estadual do Xingu: biodiversidade, recursos naturais, importância ecológica e socioambiental
Data: 19 de setembro (sexta-feira)
Horário: 9h
Local: Auditório Arne Sucksdorff - Sema-MT
O lançamento da obra representa um passo importante para o avanço do conhecimento sobre a rica biodiversidade do Parque Estadual do Xingu, consolidando-o como um dos principais patrimônios naturais de Mato Grosso.
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