
O mês de agosto de 2025 registrou uma nova redução no valor da cesta básica em Cuiabá, conforme levantamento semanal realizado pelo Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT). O conjunto de 13 itens que compõem a cesta básica atingiu a média de R$ 790,77, representando uma queda de 1,06% em comparação à semana anterior. Este é o menor preço registrado em 2025 até o momento.
Apesar da queda recente, o valor da cesta básica segue 7,35% mais alto do que o registrado no mesmo período do ano passado, o que evidencia que, apesar do alívio momentâneo, os preços continuam pressionando o orçamento das famílias cuiabanas. O presidente da Fecomércio-MT, José Wenceslau de Souza Júnior, ressaltou que, embora o recuo seja positivo, a alta anual ainda impacta o poder de compra dos consumidores.
“É positivo ver que agosto terminou com a cesta básica custando em média R$ 790, a menor registrada em 2025, o que pode representar um respiro momentâneo para as famílias. No entanto, o fato de permanecer acima do observado no mesmo período de 2024 e acima da taxa de inflação mostra que, apesar do recuo recente, o poder de compra dos itens da cesta segue comprometido”, afirmou Wenceslau.
Entre os itens que puxaram a queda no valor da cesta básica, destaca-se a batata, com uma variação negativa de 12,67%, atingindo o preço médio de R$ 3,51/kg. A redução no preço pode estar associada à retomada da colheita e ao pico de produção da safra de inverno, o que aumentou a oferta do produto no mercado.
O açúcar também teve uma queda expressiva, atingindo o valor médio de R$ 2,53/kg, com uma redução de 12,28%. Esse movimento é explicado pela alta produção das usinas, que gerou um aumento na oferta do produto no mercado interno, refletindo diretamente no preço para o consumidor.
Outro item que apresentou queda foi o tomate, com uma redução de 10,71%, alcançando o preço médio de R$ 6,48/kg. A variação está ligada ao clima favorável à maturação do fruto, além do aumento na produtividade das lavouras, o que gerou maior oferta nos mercados.
Embora o cenário de agosto traga um alívio momentâneo, o preço do tomate, por exemplo, ainda está 42,72% mais alto do que no mesmo período de 2024, quando o produto era encontrado a R$ 4,54/kg. Esse aumento reflete a persistente pressão nos preços de certos itens da cesta básica, mesmo diante da queda recente.
Em relação aos outros itens que mais variaram na semana, Wenceslau Júnior destacou que a sazonalidade das safras tem um papel fundamental nas oscilações de preços. “Os preços da batata, do açúcar e do tomate recuaram, impulsionados pelo avanço das safras e sua produtividade. Esse movimento mostra como os preços dos alimentos dependem, em grande parte, da sazonalidade agropecuária e se destacaram frente a fatores, como outras etapas da cadeia produtiva ou mudanças na demanda”, explicou o presidente da Fecomércio-MT.
Apesar da queda no valor da cesta básica em agosto, as famílias de Cuiabá ainda enfrentam um cenário de preços elevados. O impacto das oscilações sazonais e o aumento contínuo de preços em comparação com 2024 indicam que, embora os preços estejam em retração momentânea, a pressão sobre o orçamento dos consumidores segue sendo uma preocupação para o restante de 2025.
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