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Cultivo de mirtilo pode ser o destaque frutífero mato-grossense com alto valor agregado, aponta Aprofir

O presidente da Associação dos Produtores de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigantes de Mato Grosso (Aprofir-MT), Hugo Garcia, esteve em São Paulo e conheceu uma plantação desta cultura.

21/07/2025 às 10h51
Por: Redação Fonte: Da assessoria
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Assessoria
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O cultivo de mirtilo, também conhecido como blueberry, está em plena expansão no Brasil e pode ser o novo destaque na fruticultura mato-grossense. O crescimento deste cultivo está ligado ao seu alto valor comercial e à introdução de novas variedades adaptadas ao clima tropical, que exigem menos frio e têm melhor adaptação a regiões mais quentes e secas como a de Mato Grosso.

O presidente da Associação dos Produtores de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigantes de Mato Grosso (Aprofir-MT), Hugo Garcia, esteve em São Paulo e conheceu uma plantação desta cultura.

“Já existe mirtilo plantado na África, na Bahia e em lugares totalmente quentes, por que não em Mato Grosso? E eu sei que muitas pessoas duvidam que essa frutinha pode dar mais de R$ 1 milhão por hectare. Essa área que estou têm 6500 plantas, cada planta produz um quilo, se você multiplicar pelo valor que estão sendo vendidos aqui em São Paulo, que é em torno de R$ 90 reais, dá quase R$ 600 mil em menos de meio hectare. Então é possível levar essa fruta para a agricultura familiar, a gente vai levar ela para Mato Grosso”, disse o presidente. 

A produção dessa fruta começou a se adaptar às diferentes condições climáticas do Brasil, inclusive no Cerrado e no Nordeste, abrindo espaço para pequenos e médios produtores interessados nesses nichos de alto valor agregado, podendo atingir preços entre R$8 e R$200 o quilo, dependendo da variedade, época e forma de venda (in natura, congelado ou processado).

“O blueberry pode chegar até a R$1,5 milhão por hectare e com apoio técnico de entidades como a Aprofir, o mirtilo desponta como uma alternativa rentável para agricultores familiares dispostos a investir em tecnologia, qualidade, novidade e diferenciação”, complementou Hugo.

Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), cerca de 52% do mirtilo comercializado no maior entreposto de hortifrúti do país, a Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), já é de origem nacional, enquanto o restante ainda depende de importações, principalmente do Chile, Peru e Argentina.

Antes restrita a áreas de clima frio, especialmente nas regiões Sul e Sudeste, os principais estados produtores são Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais e São Paulo, com novas iniciativas surgindo em Goiás, Distrito Federal, Bahia e Pernambuco.

Atualmente, estima-se que o país tenha entre 250 e 500 hectares plantados com mirtilo, com uma produção anual que pode chegar a 750 toneladas. Além do mercado in natura, o mirtilo também tem sido aproveitado na produção de geleias, sucos, vinhos, cosméticos e até chope artesanal, agregando valor à cadeia produtiva e fomentando o turismo rural em regiões produtoras, como ocorre em Santa Catarina.

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