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Trade turístico do Pantanal leva demandas ao governo, e alerta sobre impactos ambientais

Empresários e guias pedem melhorias na rede elétrica, construção de portos públicos, e se posicionam contra ponte entre MT e MS

08/07/2025 às 15h57 Atualizada em 08/07/2025 às 19h05
Por: Redação Fonte: Da assessoria
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Assessoria
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Empresários e guias de turismo da região do pantanal voltaram a reclamar da má qualidade da energia elétrica que, em boa parte ainda é monofásica, obrigando a instalação de geradores movidos a diesel. “Isso aumenta consideravelmente o custo das pousadas e hotéis, além de servir de marketing ambiental negativo”, disse o guia Bráulio Carlos. Ele lembra que o pantanal é visto no mundo todo como destino para o ecoturismo e o uso de combustível fóssil para manutenção dos geradores cria uma imagem negativa.
Em reunião com a secretária Adjunta de Turismo, Maria Letícia, e a secretária executiva da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Eulália Oliveira, o trade turístico do pantanal apontou as falhas na manutenção da rede elétrica como causadoras de muitos dos incêndios ocorridos no bioma. “São cabos antigos, que se rompem e soltam faíscas, atingindo a vegetação seca e até alguns animais”, conta André Thuroniy, proprietário de uma pousada na Transpantaneira.
O assunto já é de conhecimento do senador Wellington Fagundes, que enviou ofício à Energisa e à Agência Nacional de Energia Elétrica pedindo soluções.
O trade também reivindicou a construção de um porto público no final da Transpantaneira, na região conhecida como “Porto Jofre”. Hoje, os portos utilizados para embarque e desembarque de turistas são de propriedade particular, o que dificulta a visitação de pessoas que não estejam hospedadas em algum dos hotéis, pousadas ou barcos-hotéis.
A mesma reivindicação foi feita em relação a Porto Cercado, onde também não existe um local público para embarque e desembarque.
A secretária Executiva da Sedec, Eulália Oliveira, pediu que seja feito um levantamento sobre a melhor localização dos portos e se há algum proprietário interessado em fazer o repasse das áreas para o Estado, mediante indenização.
O grupo também aproveitou a reunião para se manifestar contra a construção de uma ponte ligando Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, que seria construída na região de Porto Jofre. Eles acreditam que a ligação rodoviária entre ambos os estados naquele ponto especificamente poderá provocar o tráfego de caminhões pesados e uma visitação em massa ao local que é considerado o melhor do mundo para observação de onças. “Isso pode afugentar as onças”, acreditam.
"A proposta de ponte representa um desenvolvimento que vai na contramão do que os turistas buscam na região, que é um turismo de natureza selvagem. Além disso, as consequências associadas a construção de uma ponte representam sérias ameaças ao Pantanal, “ diz Fernando Tortato, que atua numa ONG.

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