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Pesquisadoras da Fundação Rio Verde publicam estudo sobre mancha-alvo

A mancha-alvo é um dos grandes desafios da agricultura, especialmente na região médio-norte de Mato Grosso, onde o cultivo sequencial de soja e algodão favorece a sobrevivência e dispersão do patógeno.

12/03/2025 às 19h35
Por: Redação Fonte: Verbo Press
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Assessoria
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Hospedeira alternativa", aborda a vassourinha-de-botão (Spermacoce spp.) como fonte de inóculo do fungo Corynespora cassiicola, causador da mancha-alvo

As pesquisadoras de fitopatologia da Fundação Rio Verde, Luana Maria da Rossi Belufi e Isabela Ulsenheimer, tiveram um artigo publicado recentemente na revista Cultivar, uma das principais publicações de circulação nacional voltadas às pesquisas agrícolas. O estudo, intitulado "Hospedeira alternativa", aborda a vassourinha-de-botão (Spermacoce spp.) como fonte de inóculo do fungo Corynespora cassiicola, causador da mancha-alvo, uma das principais doenças que afetam o cultivo de soja no Brasil.

A mancha-alvo é um dos grandes desafios da agricultura, especialmente na região médio-norte de Mato Grosso, onde o cultivo sequencial de soja e algodão favorece a sobrevivência e dispersão do patógeno. O fungo Corynespora cassiicola é altamente adaptável, atacando culturas como soja, algodão, café, tomate, pepino e mamão. Os sintomas da doença incluem lesões circulares com um ponto escuro no centro, cercadas por um halo amarelado, prejudicando a fotossíntese e podendo causar perdas de produtividade de até 30%.

O estudo conduzido por Luana e Isabela na estação experimental da Fundação Rio Verde, em Lucas do Rio Verde, revelou que a vassourinha-de-botão, além de ser uma planta daninha de difícil controle, também atua como reservatório do fungo, contribuindo para surtos recorrentes da doença. A pesquisa envolveu coleta de amostras infectadas, isolamento do patógeno em laboratório e análise microscópica, confirmando a presença de Corynespora cassiicola na planta daninha.

Para os produtores, a presença dessa hospedeira alternativa nas lavouras demanda estratégias de manejo integrado. O controle eficiente inclui monitoramento constante, uso de herbicidas seletivos, rotação de culturas, remoção mecânica da planta e cobertura do solo com culturas competidoras. O manejo inadequado pode elevar os custos de produção em até 15%, devido ao aumento da necessidade de aplicação de defensivos e redução da produtividade das culturas comerciais.

Os resultados do estudo reforçam a importância de um olhar atento sobre a interação entre plantas daninhas e patógenos, bem como a necessidade de pesquisas continuadas para aprimorar as estratégias de controle da mancha-alvo. A publicação do artigo na revista Cultivar destaca a relevância da contribuição científica da Fundação Rio Verde para o avanço do conhecimento e para a sustentabilidade da produção agrícola.

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